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Em Busca de Um Sentido

Trovoada...

Queria estar aí agora, perto de ti e de toda a alegria da nossa casa, que embora pequena é suficiente para a enchermos com os sentimentos mais bonitos. 

Queria poder agarrar-te nessas bochechas que já arranham devido à pouca barba que te vai crescendo, olhar-te nos olhos e dizer-te que eu estou aqui, como estive no dia em que vieste ao mundo e me permitiste que corresse o mundo de mão dada contigo, para não ter tanto medo de tudo.

Sou a mais refilona e ao mesmo tempo a mais protetora... Até quando quero que sejas tu a proteger-me, sinto-me na obrigação de olhar por ti e garantir que ambos seguimos um caminho que nos é comum e confortável, para te manter perto e sentir-me segura.

Sei que o mundo aqui fora parece escuro e até nos dá voltas à barriga, como se assim que metesses o pé de fora começasse uma trovoada imensa da qual não podes escapar.

Não te vou mentir... Essa trovoada existe, existe sempre e é complicado escaparmos dela. No entanto, depois disso vêm os dias bonitos, vem a tranquilidade de saberes que o que está para trás era teu, mas que o que agora consegues mirar também é e é tão colorido, brilhante e promissor...

Não contes a ninguém, mas estou com medo da trovoada e por isso é que te escrevo... Para saberes que mesmo deste tamanho continuo a temer a natureza, como quando éramos pequenos e eu gritava para não te sujares enquanto tu fazias o favor de sujar-me também. 

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