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Em Busca de Um Sentido

Fala-me de amor...

Fevereiro 14, 2018

Sinto que sempre vi o amor de uma forma diferente das pessoas que me rodeavam. Para mim nunca foi estranho ver duas pessoas de mãos dadas ou a beijarem-se em público. Sim, duas pessoas. Leste bem. Se o interior é que conta para nos interessarmos por alguém, porque sentimos necessidade de rotular tudo?

 

Acho que amor é mais do que procriação. Amor é a identificação com o outro, o respeito mútuo, a necessidade de ter aquela companhia, o nervosismo para fazer com que tudo corra bem, a vontade de partilhar uma vida... Amor é tanta coisa que ainda ninguém conseguiu defini-lo na perfeição. E sinceramente, acho que nunca ninguém vai conseguir chegar à definição exata e precisa do que é o amor.

 

Tal como cada um tem uma visão diferente do que é o mundo, também cada um tem a sua forma de sentir e tudo isto deriva das experiências que vamos tendo ao longo do tempo e da maneira como nos foi apresentado o amor. Eu posso sentir menos necessidade de expressar o que sinto por alguém, mas isso não implica que tu não o faças sempre que te apetecer. Cada um de nós é livre, e essa liberdade deve ser respeitada, tanto por quem ama como por quem é amado. 

 

Cresci a ouvir dizer "a tua liberdade termina onde começa a liberdade do outro", e é tão verdade... E falo de todos os modos de liberdade, seja ela liberdade de expressão, liberdade de viver os nossos sonhos ou liberdade para mudarmos tudo aquilo em que acreditámos até agora. Óbvio que o que mais se aplica à ideia que quero transmitir é que cada um deve ser livre para mostrar a sua forma de amar, desde que respeite o meio o rodeia. Tal como alguém que não ache correta a forma de amar de outra pessoa deve respeitá-la e tentar compreendê-la em vez de passar automaticamente para as ofensas...

 

Sabes que mais? Ama, ama da forma que melhor sabes amar, descobre-te no modo como vives os teus amores e desamores e encontra um bocadinho da tua felicidade no meio das histórias que vais guardando na tua memória. Ama com tudo, entrega-te ao amor e vai ao sabor do vento... Ama e deixa-me amar... E se no fim quiseres, fala-me de amor...

Permite-te sonhar!

Fevereiro 12, 2018

Não ajas como se eu não soubesse o que pensas. Eu sei, sonho demasiado alto. Não me venhas informar de algo que eu sei de trás para a frente, de algo que eu até já decorei para não cair no erro de me magoar de novo. Não me venhas com "não sonhes tanto, não vais conseguir, desiste já" porque isso só vai fazer com que eu lute ainda mais, para mais tarde te mostrar que sou capaz do que eu quiser.

 

 Eu também sei que tu sonhas para além das nuvens e me falas assim por causa da tua insegurança. Porque não admites?

 

Não vês que te percebo? Sonha o quanto quiseres! Por favor... Tu consegues tudo, consegues ir além deste mundo e do outro, se for necessário... Nunca desistas daquilo em que acreditas.

 

Sabes como podes fazer com que a tua vida valha a pena? Sonhando. Mas não sonhando apenas porque sim, sonha com o objetivo de realizares esse sonho. E depois? Depois procuras outro sonho. Não deixes que a tua imaginação pare, no dia em que isso acontecer tu paras também.

 

A vida só tem algum sentido se nós sonharmos, se permitirmos que a nossa imaginação voe... Senão o que seria de nós nesta rotina teimosa?

 

Não quero acordar sem um motivo, mas também não quero que me seja oferecido um motivo, quero procurá-lo todos os dias. O meu maior fim é arranjar uma razão para ser feliz, porque não somos felizes apenas porque sim, temos que ter razões...

 

A minha felicidade, neste momento, é orgulhar as pessoas que gostam de mim... E a tua? Já pensaste qual é?

 

Não deixes a tua felicidade depender dos outros, pelo menos não a 100%, porque como todos sabemos, a maior parte da nossa felicidade acaba por ser fruto das relações que temos e mantemos.

 

Procura a tua felicidade na realização dos teus sonhos... Tem esperança, vais encontrá-la!

 

Este texto foi já publicado aqui anteriormente, mas relê-lo fez-me bem. Espero que tenha o mesmo efeito em vocês!

Mais uma história...

Fevereiro 05, 2018

Releio textos antigos que retratam sentimentos dos quais nem me recordava e percebo o quanto fui mudando com o passar dos dias, que se tornaram meses e um dia serão anos... Mudei ao ponto de as palavras parecerem ter sido escritas por outro alguém, mais sensível, mais imaturo, mais impulsivo... Mais incompreensivo.

 

Sei contar a história por alto, como aqueles contos que os nossos avós nos contam quando somos pequenos e irrequietos.

 

Lembro-me do calor que aqueles risos me davam, do frio na barriga que sentia quando olhava aqueles olhos, do nervosismo que sentia quando existiam planos entre nós...  E lembro-me das palavras ditas nos momentos de discussão, das lágrimas que foram plantadas por aí, sem necessidade... Porque na verdade eu consigo perceber que estou mais feliz, mais calma, mais mulher... Até noto que a atual relação que tenho me faz sentir muito mais realizada e plena.

 

Mas salto da cama a sentir-me em baixo porque te tenho na minha cabeça, porque não consigo apagar recordações que ficaram gravadas ao longo dos anos...

 

Só sei dizer que tudo poderia ter sido tão melhor, tão menos doloroso, tão mais saudável... Mas depois percebo que tudo o que disse ser amor não o era, porque se o fosse permanecia, e olho para as estrelas para perceber que nem elas duram para sempre, como iria durar uma relação destinada ao fracasso?

 

Lembro-me de tudo como se tivesse sido outra vida, uma em que eu tinha planos diferentes e irrealistas... Aliás, parece ter sido tudo escrito num livro que li há séculos, mas que mantenho guardado na prateleira. No entanto, quando olho para a lombada imagens percorrem-me a mente e volto a um ciclo que não queria para mim.

 

É como se quisesse esquecer tudo com força suficiente para nem me lembrar dos pormenores... As recordações surgem, mas sem ligação entre si. Vivi uma vida em que o círculo de pessoas que me rodeava era aquele que eu achava que iria de mãos dadas comigo até ao infinito...Mas não veio.

 

E eu sei que se me ligasses eu iria provavelmente rejeitar a chamada, mesmo que me doesse mais do que tudo neste mundo, mesmo que continue a mandar mensagens para saber se estás bem, mesmo que no fundo queira que se apaguem as más memórias e fique a amizade que se tinha... 

 

Lembro-me levemente do teu sorriso... O que me faz perceber que talvez daqui a vinte anos cada um tenha a sua vida e contemos a nossa história por aí, sem sequer nos lembrarmos dos rostos, uma vez que tal como eu deves ter apagado as fotografias que poderiam ter ficado...

 

Garanto-te que não guardo remorsos... Apenas tenho pena de esta ser apenas mais uma história mal resolvida na minha vida, embora tenha consciência que seja impossível de resolver. E a culpa é dos dois...

Destino

Dezembro 18, 2017

Escrevi este texto já faz um bom tempo, e hoje releio-o e sinto que continua a transmitir a essência de tudo o que vou sentindo. Faz-me bem ver que apesar de todas as mudanças, o espírito de ir à luta continua em mim.

 

"Será que se deve acreditar em destino?


Sempre pensei que o nosso destino está já escrito e que, seja qual for o caminho, o fim será o que está já predestinado.

 

Nós passamos o tempo a tentar adaptar-nos a um mundo que criam à nossa volta, a tentar que gostem de nós, que nos aceitem, e no fim nós mesmos não nos aceitamos, não nos amamos e só queremos mudar para que nos queiram assim. Mas sabem o que acontece?

 

As pessoas nunca estão satisfeitas, o mundo não se adapta a nós e quando nós pensamos estar adaptados... Tudo muda. As pessoas são ingratas e o mundo só nos lixa de tão incontrolável que é. Quem o consegue controlar? Ninguém.

 

Acho que fiquei como o mundo. Este contacto permanente deve-me ter influenciado deixando-me assim (a pessoa mais instável do mundo). Sinto-me incompreendida e já não acredito em destino.

 

Quem foi o cabrão que disse que não sou capaz do que quero? Quem foi que disse que a minha luta vai ser em vão? A minha vida vai ser o que eu quiser fazer dela e se for preciso desafiar o próprio destino, eu vou fazê-lo. Até pode estar tudo escrito nas linhas das minhas mãos, nas estrelas que eu vejo à noite da janela do meu quarto, mas nem que eu tenha que fazer nas minhas mãos linhas novas, nem que eu vire astronauta e mude as estrelas de sítio, o meu destino vai ser aquele que eu quiser, eu é que escolho o que quero fazer e são as minhas decisões que fazem de mim quem sou. 

 

Quem disse que é proibido sonhar? Eu sonho, sonho tão alto... E o facto de não partilhar esses mesmos sonhos não faz com que eu não seja sonhadora, eu só não quero que mos roubem. 

 

"O que ninguém sabe, ninguém pode destruir" nunca ouviram? Se eu deixar de partilhar os meus objetivos será muito mais difícil que alguém me impeça.

 
E agora venha o cabrão do destino dizer-me que não sou capaz, que eu mostro-lhe o que é ser forte."

Relações que nunca chegam a amor...

Novembro 28, 2017

Acordei. Será que eles fazem ideia do barulho que estão a fazer? Discutem vezes e vezes sem conta os mesmos assuntos, as mesmas coisas sem qualquer tipo de significado que só mostram que o elo que um dia existiu está mais que quebrado e não há previsão de retorno.

 

Ela é o doce que cresceu no campo, presa pela ideia de que mulheres só em casa, mulheres não prestam, mulheres só devem ser usadas, mulheres não estudam... Ele é a pessoa que cresceu num meio de repressões, sem nunca poder ser feliz, sem sequer perceber que se tornou uma pessoa desprezável ao negar a si próprio aquilo que é… Encontraram-se e destroem-se. Nunca foram felizes, mas fingem que se amam.

 

Vejo de longe que sou fruto de uma relação que desde o início tinha como destino um final tenebroso, mas que felizmente aconteceu. Estou aqui e eu sou parte desta história que se irá prolongar até que eu lhe meta um ponto final.

 

Hoje pode ser a realidade, mas amanhã era uma vez e não vai passar de um conjunto de palavras que eu articulei para escrever um molho de folhas que irá ser queimado no meio de documentos e fotografias velhas que os meus netos e bisnetos poderão encontrar, sem saber de onde vem tudo aquilo ou que caras são aquelas.

 

Sei que os gritos não vão acabar, tenho que sair daqui o mais rápido possível. É de noite, deviam estar a dormir e não a discutir de quem é o quê. Deviam saber que estou aqui, que percebo tudo. Ficam cegos quando falam alto um com o outro. A jarra caiu. A maldita jarra está partida no chão do corredor.

 

Mãe? Não fujas, eu estou aqui. Eu sempre estive aqui. Não lhe toques, ela é a minha mãe. Sai daqui. Vai embora. Não te quero aqui. Mãe, não quero ir para a cama outra vez, ele é mau. Não quero sair de perto de ti.

 

Há amores que nunca chegam a ser realmente amor. Todos os que estão fora veem, mas tu, inocente, achas que está tudo bem. Não queres negar-te a oportunidade de fugires da aldeia e teres uma vida tua. Sabes que ali pode estar uma solução, sem sequer parares para perceber que te estás a entregar nas mãos de alguém que não te vai dar o caminho que procuras. Nunca te achaste merecedora de um carinho, nunca foste capaz de te autoavaliar como alguém que merece mais do que um sorriso. Mas eu digo-te... Mereces tudo.

 

[este texto é apenas ficção]

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