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Em Busca de Um Sentido

A sorte que tenho...

Setembro 24, 2018

O dia termina e mais uma vez tu não estás aqui. Sei que não é por falta de querer, e do alto da minha independência digo que não preciso de ti, que isso é uma parvoíce... Era o que faltava, precisar de companhia para dormir.

 

Mas a verdade é que, não preciso, mas faz falta. A minha cabeça deitada no teu peito, os teus dedos a pentearem-me o cabelo... Tu não sabes, mas durmo sempre melhor, quando durmo contigo. Há toda uma sensação de segurança que não sei explicar... Há quem diga que é amor... Será?

 

As saudades que tenho tuas crescem a partir do momento em que os meus olhos deixam de te ver e aqui fico, a viver a minha rotina, sem ti. Não me queixo, atenção! Sou feliz com o que tenho, gosto de tudo o que a vida me proporciona... Mas gostava de ter mais tempo contigo, conosco.

 

Talvez um dia isso venha, e aí eu diga "maldita a hora em que pedi isto", mas sabes que vai ser exagero, como sempre... E no fim tu vais sorrir... "Só sabes refilar?"

 

E eu olho-te com a mesma ternura de sempre, a pensar na sorte que tenho por ter alguém como tu para partilhar as minhas histórias.

Gosto de ti, Lisboa.

Setembro 19, 2018

Ao fim de mais um dia de correria, posso dizer-vos que tinha mesmo saudades de estar em Lisboa.

 

Para além de adorar o meu curso e isso fazer com que me custe um bocadinho menos todo o trabalho que me dá, sentia falta de acabar o dia completamente cansada.

 

Estar assim faz-me querer aproveitar os momentos que estou sozinha, apenas aqui, a olhar para o computador, ou a ler um livro, ou até mesmo só a olhar para o teto entre os meus pensamentos.

 

As férias dão-me muito tempo livre, mas saber que tenho o dia todo implica que eu não valorize o tempo que é só meu.

 

Em Lisboa tenho sempre alguma coisa para fazer, nem que seja ajudar uma amiga com qualquer coisa e isso faz-me sentir útil, ao mesmo tempo que me dá a sensação de estar usar cada segundo do meu dia para alguma coisa minimamente importante... Sei que daqui a umas semanas já estou a pedir férias de novo, mas antes desse momento preciso de dizer que gosto de Lisboa e de tudo o que me tem proporcionado até agora.

Tenho saudades...

Março 15, 2018

Tenho saudades das tardes passadas sentada debaixo da mesa de trabalho do meu avô, num enorme plástico, enquanto brincava com os restos da cera que ele moldava. Tenho saudades do cheiro da cura das abelhas. Tenho saudades do cheiro das flores acabadas de florir.

 

E vou dizendo que tenho saudades, enquanto a lista de tarefas aumenta, eu cresço e o meu avô vai-se enchendo de cabelos brancos e cansaço próprio da idade.

 

Sou a primeira a dizer que é hora de parar, que a idade não perdoa e que tamanho trabalho não é para ele. Quero ao máximo preservar a sua saúde, uma vez que o medo que tenho de também o perder só vai crescendo.

 

Apesar disso, sei o quanto vou sentir falta de ouvir "fui às abelhas" e o quanto quero reservar um tempo para ir com ele - apesar do receio que tenho de ser picada. Então cada vez insisto menos na ideia dela virar as costas à sua paixão... Porque sei que é o que o faz feliz e que um dia talvez eu sinta a mesma paixão por algo e vou querer aproveitá-la até ao fim.

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