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Em Busca de Um Sentido

Quando virão as mudanças?

O tempo passa por mim
Quase tão rápido quanto o vento...
Eu gostava que deixasse de ser assim
E que tudo fosse mais devagar, mais lento...

Sei que não sou eu quem escolhe,
Simplesmente quero mudanças...
Mas como quem semeia também colhe,
Com tudo o que fiz, não tenho grandes esperanças...

Sinto-me amarrada a um passado sem futuro,
Quero seguir em frente, mas tudo me impede...
Tenho o caminho cortado com um muro,
E por mais que queira, esse muro não cede...

O passado a cada segundo renasce,
Quando o enterro, ele desenterra...
E por mais que eu não o ache,
Ainda há quem diga que sou eu quem erra!

Não digo que esqueci,
Mas não quero reviver o que já vivi,
Principalmente porque tudo o que sempre mereci,
Nunca mas nunca o recebi.
 

Mundos Meus

Ataco as palavras de forma tosca,

Pareço quase uma louca insensível.

Acabo por entender que no meio desta luz fosca,

Eu não passo de um ser invisível.

 

A minha invisibilidade leva-me a um novo mundo,

Mundo esse em que sou livre de sentimentos,

Em que não existe um poço sem fundo,

Em que os minutos são meros momentos.

 

Mas multiplicam-se os momentos,

acumulam-se as memórias...

No fim confunde-se ficção com sentimentos,

Baralham-se vidas e histórias.

 

É nas histórias que me perco,

Aí sou eu sem ser alguém.

Em todos os livros por que me cerco

Sou uma personagem e no fundo não sou ninguém.

 

Todos somos um ninguém.

Uns iludem-se como privilegiados,

Outros sabem que nunca são alguém,

E eu deixo os meus pensamentos serem influenciados.

 

Talvez as influências parem,

Talvez as essências se revelem...

Um dia pode ser que reparem,

Um dia pode ser que as bocas se selem.