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Em Busca de Um Sentido

14
Ago18

Como é ser voluntária internacional?

Tatiana

Recentemente, fui voluntária em Espanha durante duas semanas.

 

O trabalho consistia em planearmos atividades para crianças dos 3 aos 14 anos que envolvessem o inglês de uma forma divertida. Éramos 6 voluntários de várias partes do mundo, mais 3 monitores da vila onde nós estávamos.

 

Acabou por ser um trabalho rotineiro de segunda a sexta, todas as manhãs. Só uma hora por dia era dedicada aos voluntários e a restante manhã era planeada pelos monitores e nós ajudávamos. Cheguei a dizer em tom de brincadeira que estava a ter umas férias pagas, porque não sentia que estava a trabalhar. Para mim todas as manhãs ia brincar com os miúdos e sentir-me uma criança de novo.

 

A ligação com as crianças foi maravilhosa, estavam constantemente a perguntar coisas sobre as nossas culturas e o facto de estar em Espanha ajudou-me na comunicação, visto que embora não fale muito, entendo praticamente tudo. O único problema em relação à língua foi chegar ao ponto de misturar português com espanhol e inglês, porque fui com uma amiga minha, comunicava em inglês com os voluntários e em espanhol com os miúdos.

 

Apesar de saber que ia gostar bastante do que iria fazer, nunca achei que me ia custar tanto voltar à "vida real". Sem querer acabamos a apegar-nos às pessoas com quem lidamos diariamente e a despedida doeu um bocadinho.

 

E se pensam que foi tudo um mar de rosas, desenganem-se. Tive que passar uma noite inteira no aeroporto de Lisboa, o cartão do meu telemóvel decidiu não funcionar e fiquei sem poder contactar com ninguém (apenas quando apanhava internet algures), comi fígado e fingi que gostei com medo de parecer mal-educada... Acreditem, para uma pessoa ansiosa e que está habituada a ver tudo pelo lado negativo, foram algumas coisas difíceis de superar.

 

Levo como lado positivo a convivência com todas as pessoas que fizeram parte deste projeto, o quanto conheci de Espanha devido a ter-me aventurado e a certeza de que sou capaz de tudo o que quiser (neste caso, o voluntariado internacional serviu-me para provar a mim mesma que consigo comunicar em inglês e que isso nunca mais vai poder ser uma desculpa para arriscar).

 

Não vos conto aqui todas as burocracias necessárias para nos envolvermos em algo assim por achar que não vai interessar a todos, no entanto, se alguém está a pensar fazer o mesmo, pode mandar-me um mail para embuscadeumsentido.blog@gmail.com e perguntar tudo o que quiser.

 

Ainda tenho algumas aventuras para contar e fotografias para mostrar, mas para ser sincera, ainda não me sinto preparada para editar as fotografias e vê-las de novo. Em relação ao voluntariado em si, é isto que tenho para vos dizer, tudo o resto que virei aqui partilhar tem a ver com a viagem, sítios que vimos e a vivência com os outros voluntários.

07
Fev18

Redes Sociais e as Vidas Perfeitas

Tatiana

Vivemos num mundo em que somos constantemente confrontados com vidas aparentemente perfeitas.

 

Pessoas que partilham as suas viagens a sítios deslumbrantes, que têm relações maravilhosas e são igualmente fascinantes... Pessoas que têm toda uma vida materialista que por alguma razão nós ambicionamos...

 

Chegamos até a invejar aquela cintura 34 de quem mal come, a pele lisa de quem se enche de maquilhagem cara ou então o namorado lindo que apenas serve para posar para as fotografias. E aquela vivenda espetacular? Que sonho de vida...

 

Ficamos presos de tal forma a esse mundo que não é nosso, que queremos absorver tudo o que podemos e esquecemo-nos de que também nós temos uma vida que pode ser espetacular à nossa maneira. Passamos os dias a ver os milhares de vídeos, as centenas de fotografias e não saímos desse ciclo vicioso por estarmos constantemente à procura da fórmula mágica que nos vai dar a solução de que precisamos.

 

Mas os dias passam... E cada vez nos sentimos mais deprimidos... Não conseguimos entender porque é que só connosco é que não resulta, se fizemos tudo como mostram que deveria ser feito... E esquecemo-nos da parte mais importante... Não é por fulano parecer extremamente feliz na sua vida que nós vamos conseguir alcançar exatamente o mesmo nível de felicidade caso alcancemos as mesmas metas.

 

Por outro lado, nós não sabemos o que as pessoas enfrentam diariamente para conseguirem tudo o que mostram ter. Não sabemos a que tipo de situações se submetem para poderem dar aquele ar de plenitude e de quem não se preocupa com problemas reais... E se soubéssemos, será que iríamos continuar a invejar?

 

Está na hora de estabelecermos as nossas próprias metas, lutarmos por coisas que realmente nos acrescentam e nos vão fazer sentir a felicidade de termos algo único, nosso. Para quê observar a vida dos outros quando podemos ter uma nossa e fazer dela o que quisermos?

 

Desapega-te do que não é teu e vai ser feliz...

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