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Em Busca de Um Sentido

Metáforas minhas...

E como que por um ato de magia estou aqui, a ver o sol pôr-se e a ouvir o mar revoltar-se com uns meros grãos de areia... Atribuo ao momento um certo simbolismo, talvez obscuro, mas que me conforta e me faz sentir compreendida.

Tal como o dia que termina, também a nossa vida tem fases que acabam, e por mais nostálgico que possa ser, é maravilhoso observar esta correria, vivendo sempre como se não existisse o antes e o depois. A verdade é que tudo neste mundo é composto por ciclos, e mesmo que uns sejam mais curtos do que outros, nenhum toma maior relevo.

Nada há mais bonito do que ver que mesmo com todo o conforto que o conhecido nos traz, conseguimos viver como se tudo nos fosse desconhecido. Continuamos a abraçar cada ocasião como se fosse o primeiro contacto com aquela realidade.

É como o mar quando se mistura com a areia... Embora seja um casamento antigo, todo aquele atrito incomoda e parece tudo novo, ou até primitivo. O mar lida com a areia como se não fosse suposto que ela ali estivesse, mune-se de um certo egoísmo, que na quantidade certa faz com que a união prevaleça. Finge não conhecê-la, mesmo sabendo que aquilo é o seu mundo.

Embora tenham a sua identidade definida, são um conjunto indivisível. 

E lá vai o mar, a descer, a afastar-se, a desistir de estar aqui... Mas não te preocupes. Amanhã de manhã estamos de pazes feitas e ele volta. Volta sempre.