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Em Busca de Um Sentido

Sabes quem és?

O processo de conseguirmos abrir todas as gavetas que nos compoem é algo solitário, melancólico e até pode chegar a ser assustador. É mais fácil acomodarmo-nos ao óbvio, ao que é aceite por aí, ao que te dizem para ser. O caminho do "socialmente aceite" é este, aceita que dói menos, acham eles...

E depois vêm as frustrações, os medos de não se ser bom o suficiente, a necessidade de estarmos constantemente acompanhados e aquela parvoíce de querer agradar cada pessoa que faz parte do nosso círculo que achamos íntimo e na verdade é só um conjunto de pessoas vazias que te impelem a ser tudo aquilo que não és, sem que o vejas.

A dor continua a crescer, a ser infinitamente maior do que seria se simplesmente nos déssemos ao luxo de aproveitar os tempos mortos ao dar-lhes vida na procura da essência que nos faz sentir leves, o cheiro que nos leva para um mundo mais bonito, a música que nos faz querer cantar, as palavras que nos fazem corar, as cores que nos aquecem o coração, as atividadades que nos permitem ir dormir cansados mas aliviados... 

Um processo solitário, torna-se assustador apenas porque ainda não aprendemos a gostar de nós e da nossa companhia... Existe o Instagram, o Twitter e todas as redes sociais que crescem à velocidade da luz, fazendo-nos perder tempo, em vez de ganhá-lo... Podem ser uma das melhores coisas da nossa geração, mas apenas se usadas com responsabilidade. Tudo o que é usado de forma errada causa transtorno e instabilidade... Deixamos de viver as nossas vidas e de ser introspectivos... Deixamos de ser.

Sabes quem és? Descobre, acredito que seja algo lindo, só precisas de tentar, quando começares, não te vais cansar.

Fala-me de amor...

Sinto que sempre vi o amor de uma forma diferente das pessoas que me rodeavam. Para mim nunca foi estranho ver duas pessoas de mãos dadas ou a beijarem-se em público. Sim, duas pessoas. Leste bem. Se o interior é que conta para nos interessarmos por alguém, porque sentimos necessidade de rotular tudo?

Acho que amor é mais do que procriação. Amor é a identificação com o outro, o respeito mútuo, a necessidade de ter aquela companhia, o nervosismo para fazer com que tudo corra bem, a vontade de partilhar uma vida... Amor é tanta coisa que ainda ninguém conseguiu defini-lo na perfeição. E sinceramente, acho que nunca ninguém vai conseguir chegar à definição exata e precisa do que é o amor.

Tal como cada um tem uma visão diferente do que é o mundo, também cada um tem a sua forma de sentir e tudo isto deriva das experiências que vamos tendo ao longo do tempo e da maneira como nos foi apresentado o amor. Eu posso sentir menos necessidade de expressar o que sinto por alguém, mas isso não implica que tu não o faças sempre que te apetecer. Cada um de nós é livre, e essa liberdade deve ser respeitada, tanto por quem ama como por quem é amado. 

Cresci a ouvir dizer "a tua liberdade termina onde começa a liberdade do outro", e é tão verdade... E falo de todos os modos de liberdade, seja ela liberdade de expressão, liberdade de viver os nossos sonhos ou liberdade para mudarmos tudo aquilo em que acreditámos até agora. Óbvio que o que mais se aplica à ideia que quero transmitir é que cada um deve ser livre para mostrar a sua forma de amar, desde que respeite o meio o rodeia. Tal como alguém que não ache correta a forma de amar de outra pessoa deve respeitá-la e tentar compreendê-la em vez de passar automaticamente para as ofensas...

Sabes que mais? Ama, ama da forma que melhor sabes amar, descobre-te no modo como vives os teus amores e desamores e encontra um bocadinho da tua felicidade no meio das histórias que vais guardando na tua memória. Ama com tudo, entrega-te ao amor e vai ao sabor do vento... Ama e deixa-me amar... E se no fim quiseres, fala-me de amor...