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Em Busca de Um Sentido

Vamos fazer com que seja melhor...

A tarefa devia ser outra e a concentração deveria estar entre a equação de ondas, espelhos, interferências e coisas que o valham... Mas está aqui, entre dúvidas existenciais, crises de identidade e problemas com solução fácil, mas que insisto em complicar.

E a música enche-me os ouvidos enquanto o mundo à minha volta é colorido com marcadores pastel. Tudo o que eu queria era saber que um dia tudo valerá a pena, que as horas "perdidas" entre um esforço desmedido para decorar matéria e uma vontade enorme de dormir infinitamente vão compensar.

Passo o dia entre mensagens de telemóvel, músicas para estar concentrada e equações que não me entram na cabeça, e nos entretantos a vida lá fora acontece e pergunto-me "porque raio acho sempre que é boa ideia fazer melhorias?".

Exijo demais, sempre exigi, por uma necessidade exagerada de aproveitar todas as oportunidades que me caem ao colo e fazer delas o melhor que consigo fazer. No fim das contas, isto pode vir a ser o meu futuro e não me quero arrepender de me ter esforçado menos do que deveria... Mesmo que saiba o que valho e que talvez não faça assim tanta diferença, se pode ser melhor, vamos fazer com que seja melhor. 

Má gestão do tempo...

Vim a descobrir-me mais artística do que achei que seria e ao mesmo tempo que isso me dá uma força e magia diferente, a falta desse meu lado mais sensível às artes na minha rotina deixa-me melancólica.

O meu dia perfeito envolve um bocadinho de ciências (por alguma razão estudo numa faculdade de ciências), mas também tem que ter muito de música, livros, frases, pintura, fotografia, escrita... Mas os dias não têm todas as horas que eu gostaria que tivessem, pelo menos por agora, e acabo por deixar algumas coisas de parte.

Estou numa fase em que a universidade não me está a cativar tanto assim. Adoro aprender, e saber mais sobre todas as áreas que estudo, mas esta rotina de estudar tudo o que conseguir para depois ir despejar conhecimento num exame que dita o destino daquela cadeira, deixa-me nervosa e sem vontade de viver o que está para além disso. 

Sei que é um mal necessário para poder trabalhar na área que quero, para alcançar os objetivos que vou traçando para a minha vida, mas quando começa a interferir com a minha sanidade mental, preocupa-me. 

O pior é que está a interferir por falta de gestão de tempo. Eu ainda não consegui alcançar o equilíbrio entre tudo o que gosto de fazer, procastino imenso, durmo pouco e neste momento nem a alimentação está a ser a melhor. Depois o corpo sente-se e durmo doze horas de uma vez, troco os dias pelas noites e o ciclo de me sentir desmotivada mantém-se.

Não foi uma semana fácil. Mas está na hora de meter o ponto final neste ciclo de pouca vontade e poucos sorrisos. Está na altura de voltar a encontrar a paz que preciso para seguir com calma e força.

Gosto de ti, Lisboa.

Ao fim de mais um dia de correria, posso dizer-vos que tinha mesmo saudades de estar em Lisboa.

Para além de adorar o meu curso e isso fazer com que me custe um bocadinho menos todo o trabalho que me dá, sentia falta de acabar o dia completamente cansada.

Estar assim faz-me querer aproveitar os momentos que estou sozinha, apenas aqui, a olhar para o computador, ou a ler um livro, ou até mesmo só a olhar para o teto entre os meus pensamentos.

As férias dão-me muito tempo livre, mas saber que tenho o dia todo implica que eu não valorize o tempo que é só meu.

Em Lisboa tenho sempre alguma coisa para fazer, nem que seja ajudar uma amiga com qualquer coisa e isso faz-me sentir útil, ao mesmo tempo que me dá a sensação de estar usar cada segundo do meu dia para alguma coisa minimamente importante... Sei que daqui a umas semanas já estou a pedir férias de novo, mas antes desse momento preciso de dizer que gosto de Lisboa e de tudo o que me tem proporcionado até agora.

Foi um dia bom...

Há dias que correm particularmente bem. Nós nem sabemos o porquê de sentirmos as boas vibrações a alimentar-nos a alma, mas saímos da cama a perceber que o dia vai ser render, mesmo quando os últimos dias têm sido cansativos e melancólicos.

Hoje foi um dia excecionalmente positivo. Não ganhei o euromilhões, não descobri a cura para uma doença, mas encontrei um ponto de inspiração que nem sabia que iria existir.

Há umas semanas que ando mais embaixo... Tenho publicado por aqui textos escritos há algum tempo, mas que sem querer acabam por revelar um bocadinho do peso que tenho sentido. Peso esse que vem apenas das minhas inseguranças, da minha falta de autovaliação positiva, da minha necessidade de me meter o mais na Terra possível para não me desiludir. 

O problema começa quando deixo de festejar as coisas boas que me vão acontecendo e me foco apenas nas que me fazem arrastar os pés na esperança que o destino se encarregue de construir o lugar a que quero chegar. E esqueço-me de que sou eu quem constrói o meu caminho. Melhor ou pior, mas faço-o.

E hoje foi o dia em que eu olhei à minha volta e percebi que algures em mim existe potencial, como há em qualquer pessoa, e que preciso de acreditar mais nisso. Hoje foi o dia em que eu olhei para alguém que admiro e reparei que é possível alcançar o sonho que estou a alimentar, e que tenho que me esforçar para conseguir fazer com que se torne realidade. Basicamente, descobri que um professor meu, para além de ter uma carreira bastante positiva nas ciências, escreve romances. Uma pequena motivação para a pequena criança que existe em mim.

Sabem? Hoje foi mesmo um dia bom, e espero que consiga levar esta positividade ao longo do semestre. Estou a precisar!

Ouvi "férias"?

Durante estes dias tenho estado em casa. Não, não estou doente. E não, também não estou em Lisboa. Estou em casa, casa. No meio do Alentejo, onde nada acontece - a não ser um sismo que me acordou e me ia matando de susto e uma escola secundária que fechou por tempo indefinido porque lhe faltam condições, a mesma escola onde algumas pessoas me ensinaram o que me permite ser o que sou.

Apercebi-me de várias realidades que na correria da capital me estavam a escapar. Não por eu ser desatenta, mas porque não parava tempo suficiente, uma vez que passava o dia numa correria imensa ou demasiado focada nos exames que tinha que fazer. 

A verdade é que quando não estou em tempo de aulas, é difícil tirar-me de casa... No entanto, isso implica que escrevo menos, fico mais preguiçosa, durmo mais durante o dia e passo a noite ansiosa. Apesar desta pausa letiva, tenho uma lista de coisas que gostava de cumprir, mas que parecem cada vez mais distantes, pela sonolência que se vai apoderando da minha pessoa.

A somar a isso tenho vontade de ler mais, mas cada vez que pego num livro vem-me uma vontade enorme de me virar para o lado e voltar a dormir. Ou seja, até a fazer algo que realmente gosto tenho vontade de dormir e deixar o dia passar sem que faça algo produtivo.

A grande questão é: estarei eu verdadeiramente cansada e a precisar de repor os sonos, ou sou uma eterna preguiçosa que precisa de uma rotina para fazer algo de útil para si própria?

Resumidamente, para além de vos estar a informar que estou finalmente de férias, quero também dizer que precisava delas, mesmo quando achei que estava em perfeitas condições para começar já o próximo semestre. Apesar disso, tenho que começar a repor energias, porque esta vida de alentejana está a dar cabo de mim.