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Em Busca de Um Sentido

Cores do Mundo

Nem sempre o mundo é colorido à primeira... Por vezes precisamos de aprender a respirar fundo, agarrar nas tintas e dar-lhe a cor que queremos, com calma... Aproveitar o processo é um bem necessário, porque talvez o resultado não vá ser a cor que pretendemos, mas sim a que precisamos...

Nem sempre as cores dos outros vão dar certo com as tuas. Cabe-te a ti decidir se queres mudar a tua pintura para te adaptares, ou procurar algo que seja mais próximo daquilo que para ti é harmonioso. Nenhuma decisão é errada, só o será se não fores fiel ao que o teu coração te disser... Sei que às vezes podes não ouvi-lo, mas ele guiar-te-á pelo caminho que te leva à tela que te fará mais feliz.

Vão haver folhas rasgadas, tintas estragadas, cores imprevistas... Mas vai valer a pena no fim... Apenas vai pintando, o resultado vai ser o melhor.

A hora vai chegar...

Estou numa fase de absorção... Adoro escrever, comunicar o que me vai na cabeça, mas cheguei ao ponto em que tenho que parar, olhar, e sentir tudo como se não houvesse amanhã, para que quando pegue no papel e na caneta venha algo diferente, sem perder a minha identidade.

A verdade é que me sinto a mergulhar sempre nos mesmos assuntos, o que até para mim se torna aborrecido. No fundo, como a maior parte das pessoas, vivo numa rotina que pouco traz de novidades e as novidades que traz ainda estão a ser analisadas e daí parto para um ciclo em que penso exageradamente nas mesmas coisas.

Voltei ao ponto em que preciso de andar nas ruas, ver coisas novas, respirar em sítios diferentes e ver o mundo doutro ponto de vista, este está a tornar-se sobreexplorado. Não é por falta de tentativa, muito menos por falta de vontade, mas a fluidez na escrita está a faltar e tenho que ir à procura dela...

Queria falar de tanta coisa, e quando chego aqui entendo que não é a hora certa, pelo menos não para mim... Mas a hora vai chegar, porque isto faz parte de mim.

Foi um dia bom...

Há dias que correm particularmente bem. Nós nem sabemos o porquê de sentirmos as boas vibrações a alimentar-nos a alma, mas saímos da cama a perceber que o dia vai ser render, mesmo quando os últimos dias têm sido cansativos e melancólicos.

Hoje foi um dia excecionalmente positivo. Não ganhei o euromilhões, não descobri a cura para uma doença, mas encontrei um ponto de inspiração que nem sabia que iria existir.

Há umas semanas que ando mais embaixo... Tenho publicado por aqui textos escritos há algum tempo, mas que sem querer acabam por revelar um bocadinho do peso que tenho sentido. Peso esse que vem apenas das minhas inseguranças, da minha falta de autovaliação positiva, da minha necessidade de me meter o mais na Terra possível para não me desiludir. 

O problema começa quando deixo de festejar as coisas boas que me vão acontecendo e me foco apenas nas que me fazem arrastar os pés na esperança que o destino se encarregue de construir o lugar a que quero chegar. E esqueço-me de que sou eu quem constrói o meu caminho. Melhor ou pior, mas faço-o.

E hoje foi o dia em que eu olhei à minha volta e percebi que algures em mim existe potencial, como há em qualquer pessoa, e que preciso de acreditar mais nisso. Hoje foi o dia em que eu olhei para alguém que admiro e reparei que é possível alcançar o sonho que estou a alimentar, e que tenho que me esforçar para conseguir fazer com que se torne realidade. Basicamente, descobri que um professor meu, para além de ter uma carreira bastante positiva nas ciências, escreve romances. Uma pequena motivação para a pequena criança que existe em mim.

Sabem? Hoje foi mesmo um dia bom, e espero que consiga levar esta positividade ao longo do semestre. Estou a precisar!