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Em Busca de Um Sentido

Má gestão do tempo...

Janeiro 18, 2019

Vim a descobrir-me mais artística do que achei que seria e ao mesmo tempo que isso me dá uma força e magia diferente, a falta desse meu lado mais sensível às artes na minha rotina deixa-me melancólica.

 

O meu dia perfeito envolve um bocadinho de ciências (por alguma razão estudo numa faculdade de ciências), mas também tem que ter muito de música, livros, frases, pintura, fotografia, escrita... Mas os dias não têm todas as horas que eu gostaria que tivessem, pelo menos por agora, e acabo por deixar algumas coisas de parte.

 

Estou numa fase em que a universidade não me está a cativar tanto assim. Adoro aprender, e saber mais sobre todas as áreas que estudo, mas esta rotina de estudar tudo o que conseguir para depois ir despejar conhecimento num exame que dita o destino daquela cadeira, deixa-me nervosa e sem vontade de viver o que está para além disso. 

 

Sei que é um mal necessário para poder trabalhar na área que quero, para alcançar os objetivos que vou traçando para a minha vida, mas quando começa a interferir com a minha sanidade mental, preocupa-me. 

 

O pior é que está a interferir por falta de gestão de tempo. Eu ainda não consegui alcançar o equilíbrio entre tudo o que gosto de fazer, procastino imenso, durmo pouco e neste momento nem a alimentação está a ser a melhor. Depois o corpo sente-se e durmo doze horas de uma vez, troco os dias pelas noites e o ciclo de me sentir desmotivada mantém-se.

 

Não foi uma semana fácil. Mas está na hora de meter o ponto final neste ciclo de pouca vontade e poucos sorrisos. Está na altura de voltar a encontrar a paz que preciso para seguir com calma e força.

Foi um dia bom...

Março 21, 2018

Há dias que correm particularmente bem. Nós nem sabemos o porquê de sentirmos as boas vibrações a alimentar-nos a alma, mas saímos da cama a perceber que o dia vai ser render, mesmo quando os últimos dias têm sido cansativos e melancólicos.

 

Hoje foi um dia excecionalmente positivo. Não ganhei o euromilhões, não descobri a cura para uma doença, mas encontrei um ponto de inspiração que nem sabia que iria existir.

 

Há umas semanas que ando mais embaixo... Tenho publicado por aqui textos escritos há algum tempo, mas que sem querer acabam por revelar um bocadinho do peso que tenho sentido. Peso esse que vem apenas das minhas inseguranças, da minha falta de autovaliação positiva, da minha necessidade de me meter o mais na Terra possível para não me desiludir. 

 

O problema começa quando deixo de festejar as coisas boas que me vão acontecendo e me foco apenas nas que me fazem arrastar os pés na esperança que o destino se encarregue de construir o lugar a que quero chegar. E esqueço-me de que sou eu quem constrói o meu caminho. Melhor ou pior, mas faço-o.

 

E hoje foi o dia em que eu olhei à minha volta e percebi que algures em mim existe potencial, como há em qualquer pessoa, e que preciso de acreditar mais nisso. Hoje foi o dia em que eu olhei para alguém que admiro e reparei que é possível alcançar o sonho que estou a alimentar, e que tenho que me esforçar para conseguir fazer com que se torne realidade. Basicamente, descobri que um professor meu, para além de ter uma carreira bastante positiva nas ciências, escreve romances. Uma pequena motivação para a pequena criança que existe em mim.

 

Sabem? Hoje foi mesmo um dia bom, e espero que consiga levar esta positividade ao longo do semestre. Estou a precisar!

Ouvi "férias"?

Janeiro 17, 2018

Durante estes dias tenho estado em casa. Não, não estou doente. E não, também não estou em Lisboa. Estou em casa, casa. No meio do Alentejo, onde nada acontece - a não ser um sismo que me acordou e me ia matando de susto e uma escola secundária que fechou por tempo indefinido porque lhe faltam condições, a mesma escola onde algumas pessoas me ensinaram o que me permite ser o que sou.

 

Apercebi-me de várias realidades que na correria da capital me estavam a escapar. Não por eu ser desatenta, mas porque não parava tempo suficiente, uma vez que passava o dia numa correria imensa ou demasiado focada nos exames que tinha que fazer. 

 

A verdade é que quando não estou em tempo de aulas, é difícil tirar-me de casa... No entanto, isso implica que escrevo menos, fico mais preguiçosa, durmo mais durante o dia e passo a noite ansiosa. Apesar desta pausa letiva, tenho uma lista de coisas que gostava de cumprir, mas que parecem cada vez mais distantes, pela sonolência que se vai apoderando da minha pessoa.

 

A somar a isso tenho vontade de ler mais, mas cada vez que pego num livro vem-me uma vontade enorme de me virar para o lado e voltar a dormir. Ou seja, até a fazer algo que realmente gosto tenho vontade de dormir e deixar o dia passar sem que faça algo produtivo.

 

A grande questão é: estarei eu verdadeiramente cansada e a precisar de repor os sonos, ou sou uma eterna preguiçosa que precisa de uma rotina para fazer algo de útil para si própria?

 

Resumidamente, para além de vos estar a informar que estou finalmente de férias, quero também dizer que precisava delas, mesmo quando achei que estava em perfeitas condições para começar já o próximo semestre. Apesar disso, tenho que começar a repor energias, porque esta vida de alentejana está a dar cabo de mim.

FACULDADE | O primeiro impacto... Dia 2

Setembro 14, 2016

Na terça-feira, de manhã, o carro não quis pegar. Tentámos de tudo, não dava. Felizmente, o meu pai tinha cabos de bateria para ligar o carro a outro para que ele trabalhasse e durante o resto do dia o carro não falhou mais.

 

Fomos diretos ao edifício onde se tratam dos passes. Depois de milhões de voltas, lá encontrámos o raio do edificio. Eu já dizia que não queria mais estar em Lisboa, queria o meu querido Alentejo. Pode ser sossegado demais, mas não há nada como esta calma.

 

Chego à fila e quis jurar para nunca mais aparecer ali. Dez da manhã e tinha cerca de quarenta pessoas à frente. Diziam que ainda ia durar duas horas. Lá esperei. Realmente demorou esse tempo todo, mas fomos conversando e planeando coisas para fazer e o tempo passou num instante. Chegou a minha vez e consegui deixar cair meia dúzia de coisas no chão. Só a mim... 

 

Dali fomos à residência buscar as chaves. Oitavo andar. Eu vivo num rés do chão. Só pensava que ia morrer ali, dentro de um elevador minúsculo. "E se isto para? Faço o quê?".

 

Tenho-vos que dizer que, fora esse pequeno (é mesmo pequeno) pormenor, adorei. Adorei a senhora que me atendeu, adorei a vista do terraço (sim, invejem-me que eu não me importo), adorei o facto de ser um espaço pequeno, mas com espaço suficiente para tudo e para todas (ainda somos algumas raparigas). Adorei. Perfeito para mim. Quando me apercebi da localização do prédio fiquei mais feliz ainda, tenho tudo ali ao pé: metro, hipermercados, lojas, restaurantes baratos. Ótimo.

 

Quando saí dali, só queria voltar para a minha casa. Era tudo ótimo, mas eu estava demasiado cansada. Precisava de parar um bocado. Lembrei-me! Tinha a entrega do diploma na escola às cinco e meia da tarde.

 

Cheguei a casa às cinco, tive tempo de tomar banho, maquilhar-me, vestir-me de forma mais arranjada (admito, sou muito desleixada, mas hoje soube-me bem). Cheguei cinco minutos depois da hora, mas no segundo em que realmente começou. Correu tudo bem e revi amigos que não via há três meses. Aquela escola vai deixar saudades.

 

 

Conclusões deste inicio de semana:

 

1. Vou passar da paz e sossego de um rés do chão, em pleno Alentejo, para a confusão a que tem direito um oitavo andar numa das avenidas mais movimentadas da capital.

 

2. Nunca mais vou dizer que quero sair do Alentejo, isto é que é bom. Tudo com calma. Pressas para quê, gente?

 

3. Estava muito nervosa, tremia demais, e agora só quero que seja domingo para ir conhecer a cidade e adaptar-me o mais rápido possível.

 

4. Os meus colegas parecem-me fantásticos e as praxes não podem ser assim tão más.

 

5. Uma mulher pode estar linda depois de meia hora para se arranjar. Quem disse que não? 

 

6. Isto é real. O diploma prova-o. Terminei o secundário com 18 valores e eu mereço isto. Eu mereço sair à busca de um sonho. Afinal não ando em busca de um sentido?

 

Esperem por cenas dos próximos episódios, porque certamente vão existir!

FACULDADE | O primeiro impacto... Dia 1

Setembro 14, 2016

Isto é real... Eu sou oficialmente caloira na Universidade de Lisboa! Papéis assinados e tudo! Como é que passei do 10º ano para a faculdade assim? Não dei pela passagem do tempo...

 

Confesso que de domingo para segunda dormi pouco. Quando eu digo pouco, refiro-me a cerca de duas horas. Estava ansiosa, com medo, queria que tudo corresse bem e passei a noite a pensar em possíveis cenários de as coisas correrem pelo pior ou pelo melhor.

 

Por volta das oito horas estava a sair rumo à capital. Dormi no caminho, mas mais uma vez eu não estava descansada. Queria absorver tudo. Imaginem que acordava e era tudo um sonho? Não podia dormir.

 

Às dez em ponto, depois de andar às voltas por Campo Grande sem achar o caminho certo e com um trânsito horrível, começo a ver a Cidade Universitária. Fascínio é o sentimento mais próximo daquilo que eu senti. Era real. "Eu venho estudar aqui?" era só o que pensava...

 

Estacionou-se o carro e fomos todos para o sítio onde era para fazer as matrículas. Éramos quatro. Sou alentejana e basta. Precisamos de apoio psicológico para tomar grandes decisões, senão a sombra do sobreiro é sempre melhor. (Estou a exagerar, como é óbvio.) Era suposto sermos cinco, mas o meu irmão previu que a situação fosse ser demorada... Ficou em casa.

 

Entro no edifício e espero. Uma rapariga mete-se comigo. A conversa flui e percebo que o procedimento de matrículas no meu curso é diferente e vai demorar menos, isto porque teremos aulas de várias áreas e não pertencemos a uma faculdade específica. Somos o único curso assim na universidade, pelo que percebi. Chamam a rapariga e eu penso "sou a próximo, estou lixada". Já disse que estava muito nervosa?

 

Enquanto esperava troquei olhares com a minha mãe e ia sorrindo, não queria que percebessem que estava demasiado nervosa. Tudo se faz, não é verdade? O meu processo de pensamento tornou-se lento, muito lento. Para ser sincera (ou não), eu não pensava muito, só coisas aleatórias "isto é real, não é um sonho, oh meu Deus quero fugir, espero que não me praxem já" a lista podia continuar. Coisa pouca, portanto.

 

Chamaram-me para um computador. Os funcionários foram super acessíveis, mas eu estava lenta demais e chamei-os bastantes vezes. Tinha medo de errar. Acho que é normal. Dentro de limites aceitáveis. 

 

Matrícula feita. E agora? Uma fila. Pequena, mas estive lá uma hora. 

 

Lá estava aquela rapariga outra vez. Meti-me com ela. Não custou assim tanto! Quando dei por mim olhei para os meus pais e a minha irmã, sentados longe. Olhavam para mim e sorriam. Eu estava a integrar-me e já conversava com três colegas de curso. Eu própria estava orgulhosa da minha atitude. 

 

De repente chegam duas raparigas perto de nós. Dirigem-se a mim. "Como te chamas? És de Ciências da Saúde, certo?". Eram do último ano. Acabaram a falar com todos, tiraram-nos dúvidas e andavam a recolher contactos para organizarem o dia da receção. Fiquei descansada, afinal também os mais velhos, os ditos "veteranos", eram simpáticos e super acessíveis.

 

Ao terminar tudo o que havia para fazer despedi-me dos que ainda estavam ali e dirigi-me à zona para efetuar o pedido para residência universitária. Era uma hora da tarde. O tempo passou a correr. Para mim, porque quem me acompanhava não achou assim tão pouco tempo.

 

Não vou mentir. A sala estava cheia. Todos andavam de um lado para o outro. Cheguei a pensar que ia embora sem sítio onde dormir na semana seguinte. No entanto, ao fim de três horas eu saí com contrato feito e preparada para ir buscar as chaves.

 

Não podia, a senhora que as tinha já só voltava na terça de manhã. Entretanto faltava-me um papel para tratar do passe de metro. Lá voltei ao sítio das matrículas e fiz tudo certinho.

 

Saí às cinco e tal da tarde, sem comer mais do que algumas bolachas. Pelo menos tudo o que podia fazer ficou feito.

 

Decidimos que ainda não íamos embora, queríamos saber onde era a casa. Perdemo-nos. Desde indicações do GPS erradas, a sentidos proibidos, a obras nas estradas, tudo aconteceu. Por volta das seis achámos a casa. Gostei. Mas ainda só tinha visto por fora.

 

Acabei a dormir no Montijo, em casa de familiares. Terça-feira havia mais!

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