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Em Busca de Um Sentido

Gratidão

Esta altura do ano não implica apenas que o Natal está perto, mas também que vem aí um novo ano, mais uma oportunidade de corrermos atrás do que queremos... No entanto, antes disso, há que repensar tudo o que se passou e principalmente o quanto conquistámos até agora e o quanto de gratidão temos no coração devido às pequenas conquistas do dia a dia.

2017 para mim foi um conjunto de pequenos ganhos, o que permite que neste momento eu me sinta uma das raparigas mais sortudas do mundo.

O meu ano teve alguns pontos baixos, uns de maior relevância do que outros... Apesar disso, eu consegui terminar o ano letivo com um bom aproveitamento e mudar para um curso que faz com que eu me sinta no meu mundo. Consegui chegar a Dezembro envolvida em alguns projetos que me satisfazem ainda mais do que esperava. Cheguei aqui rodeada de pessoas que me amam e que realmente marcam a diferença na minha vida.

Claro que mudava alguns aspetos... Qualquer pessoa minimamente incoformista gostaria de alterar algo. No entanto, temos que encarar as partes menos boas como aprendizagens importantes para o que aí vem e ter esperança de que não se repetirão, ou que pelo menos vamos conseguir lidar com elas caso sejam algo inevitável.

Posso afirmar com toda a certeza, mesmo a duas semanas do fim do ano, que a palavra do meu ano é Gratidão. Gratidão pelo que conquistei. Gratidão por me manter firme. Gratidão pela família que tenho. Gratidão pelos amigos que me aturam. Gratidão pelo blog que alimento. E gratidão por vocês, que me leem... 

Carta ao Pai Natal

Querido Pai Natal,

Sei que já passaram alguns anos desde a última vez que te escrevi, mesmo que obrigada. Sei que sempre disse que não existias, e confesso que achei os professores meio tontos por acharem que com 8 anos ainda acreditava em ti.

Por isso mesmo, percebo que aches hipócrita da minha parte escrever-te, a pedir coisas para mim. No entanto, é aí que te enganas. Eu não te vou exigir prendas, ou coisas materiais que nem sequer me fazem falta. Tenho tudo o que realmente preciso, e apesar do caminho que a vida possa levar, contento-me com o que tenho, porque sou feliz.

Estou a escrever-te esta carta para que, no caso de existires, consigas mudar um bocadinho daquilo que tenho visto e ouvido. 

Escrevo-te para te pedir que ofereças paciência a todos aqueles que a perderam pelo caminho, bom senso a quem tem cargos altos e se esqueceu que as suas ações influenciam um grande conjunto de pessoas, saúde àqueles que estão débeis demais para viver de verdade, comida a quem não a tem em cima da mesa, roupa aos que têm frio nestas noites geladas, um teto a quem dorme à chuva... E sorrisos, milhares de sorrisos para todos.

Peço-te apenas coisas que podem efetivamente mudar este mundo triste e cinzento que está a tornar-se degradante e assustador. Peço-te que analises toda e qualquer situação que possa ser alterada e nos forneças meios para possamos agir. Sim, eu sei que não és Deus ou qualquer outro ser digno desse nome... Mas não ofereces prendas a quem se porta bem?

Só te estou a pedir um mundo onde seja agradável viver sem meter em causa a injustiça da desigualdade... E não é por mim, é por todos... E acredita, é o mínimo que te posso pedir.

Espero que atendas os meus pedidos, ou pelos menos tentes,

Tatiana

Publicidade no Natal

Algures no tempo, quando ainda me diziam que era criança e eu respondia bastante indignada "Já tenho 13 anos", sentava-me à frente da televisão tardes infinitas, durante todo o mês de Novembro, com um papel na mão.

Qual era o meu objetivo? Como controladora que era, e sou, queria ter uma lista infinita de prendas, tanto para o meu aniversário, que é a meio de Novembro, como para o Natal, para que nenhum familiar meu pudesse ter dúvidas na altura da escolha. No entanto, isto acontecia porque ficava feliz a ver os brinquedos, sonhava com o que via e brincava a fingir que tinha tudo aquilo para mim. Apesar disso, uma caneta deixava-me feliz. Um caderno novo agradava-me...

Ainda hoje, adoro ver as publicidades de brinquedos e jogos desta altura. Faço-o com uma imensa nostalgia, e confesso que às vezes me dá vontade de refazer a lista. 

No entanto, tenho a consciência de que cada vez há mais escolha e com essa escolha vem a insatisfação constante. Cada vez menos os miúdos se contentam com aquela pista de carros ou com aquela boneca de um metro que vinha equipada com maquilhagem, os mesmos que nos serviam para o ano todo. Cada vez mais o Natal é um jogo de interesses pessoais e comerciais. 

Se tenho pena? Tenho. Se acho que é um erro? Mais ou menos. Claro que as marcas usam a publicidade como forma de aliciar avós, pais, tios, primos e filhos. Apesar disso, deixamo-nos levar porque queremos. Deixamos as imagens que nos entram em casa dominar toda uma época que deveria ser muito mais de amor e união do que "escolher a melhor prenda" ou "vou dar para ver se para de me chatear". 

Sou da opinião que deveríamos lutar para contornar esta situação. Que deveríamos inserir outro tipo de príncipios na nossa sociedade... 

Vamos trazer o Natal quente e de sorrisos de volta, por favor!

O que significa o Natal para mim?

Desde o início de Novembro que me perguntam que tipo de significado tem o Natal na minha vida. Confesso que nunca fui de viver o espírito natalício. Quando era mais nova adorava ver a cidade iluminada, a felicidade estampada no olhar das pessoas e a forma como todos eram excecionalmente simpáticos... Ah, e a desculpa de receber prendas.

Hoje, com 20 anos, o Natal é apenas um dia. Sim, tem significado...É normal que o tenha, mas não o vivo a 100%.

As pessoas acham estranho que eu diga isto, mas é a verdade. Para mim o Natal não é a altura que a família se junta, porque já é algo recorrente para nós, pelo menos entre a família mais próxima.

Temos o hábito de almoçar todos juntos ao Domingo. É o dia da família. Assim sendo, o Natal acaba por ser algo "normal", principalmente agora que não temos crianças pequeninas, visto que os mais novos têm 14 anos. Adoramos ver filmes e distribuir as prendas, mas não deixa de ser um daqueles tantos dias que passamos todos juntos. É ótimo, claro. Não o vejo como algo negativo.

No entanto, confesso que este Natal vai ser diferente para mim. Não vai estar cá o meu avô, cheio de frio e enrolado no roupão, com 3 pares de meias e o gorro a tapar-lhe as orelhas. Vai ser um Natal mais frio e até nostálgico. No entanto, vou fazer de tudo para que valha a pena e que seja um bom dia para todos.

E vocês, como estão a pensar que será o vosso Natal?

Cheira a Natal!

Acho que a minha frase preferida de todas é "Cheira a Natal!"

Para mim tem todo um significado que começou o ano passado, num dia em que eu estava cheia de saudades de casa, a sentir-me perdida em Lisboa e precisava de algo que me transportasse para o calor da cozinha da minha avó.

Agarrei em mim e meti-me a bater ovos. Para quê? Perguntam vocês. Para fazer fatias de ovo, que é o que chamam de rabanadas por aí. 

Desde muito pequena que sempre que vou para casa da minha avó que o meu pequeno-almoço/lanche é fatias de ovos com uma caneca cheia de leite com café. Faz-me sentir confortável, em casa.

As minhas colegas de casa começaram a andar muito intrigadas, com medo do que dali iria sair. Não contem a ninguém, mas eu sou o perigo na cozinha!

Comecei a fritar o pão com o ovo, a colocar açúcar e canela assim que o tirava da frigideira e... Ao mesmo tempo que eu dizia Cheira a casa! uma delas diz Cheira a Natal!.

Emocionou-me, confesso... Mas a casa da avó cheira a Natal e é o melhor cheiro do mundo!