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Em Busca de Um Sentido

Tenho esperança...

Janeiro 16, 2019

Não são raros os dias em que olho à volta e me sinto eternamente grata a quem me permitiu que eu estivesse rodeada de pessoas inteligentes, esforçadas, sensíveis e empáticas. 

 

Dizem muitas vezes que a maior parte das pessoas muito inteligentes não têm sensibilidade, porque passam a vida a olhar para os livros na esperança de que isso lhes ensine o que é o mundo em vez de levantarem a cabeça e aprenderem-no com os seus próprios sentidos.

 

Quem diz isso não conhece quem eu conheço. Não vê a amiga que eu tenho, que se emociona com as desgraças do mundo, na esperança de um dia ter o poder de alterá-las, e que também me explica a medicina veterinária com uma doçura infinita. Não vê o rapaz que enche os olhos de água quando vê um sem abrigo, e que também devora livros de Física. Não vê os grupos de estudantes que se juntam para apoiar quem sofre com o preconceito da sociedade. Não vê o que eu vejo, e eu sinceramente tenho pena, porque o mundo visto daqui tem mais beleza e enche-me de esperança em relação ao que está para vir. 

 

Esta será a geração futura. Sim, muitos jovens adultos não são assim. Mas há tantos que o são, que quero acreditar que vão dar o exemplo de uma forma brilhante e vão mudar tudo quanto conseguirem, até alcançarem a paz que tanto procuram. 

Reencontros Inesperados

Setembro 27, 2018

Hoje foi um dia complicado. Tanto pela carga horária quanto pelo meu estado emocional. Não me sentia com vontade de viver o que existia para aproveitar.

 

Apesar disso, aceitei ir passear com duas amigas minhas, passeio esse que acabou na residência de uma delas. Quando estava prontíssima para sair, dou de caras com um dos rapazes que fazia parte do meu grupo de amigos do secundário. Fiz uma festa, mas antes tive que perguntar se me estava a conhecer, porque ele estava a olhar para mim super espantado quando lhe falei. 

 

A verdade é que nenhum de nós estava à espera daquele momento, e foi super engraçado a forma como agimos, porque foi exatamente como se estivéssemos de novo no secundário... Ele respondeu logo que era óbvio que me estava a conhecer, mas que era a última pessoa que esperava ver na residência dele, àquela hora.

 

Já não nos víamos há dois anos. Ficou a promessa de um café e de nos vermos mais vezes, agora que sabemos que estamos perto.

 

Pelo menos um dia que começou menos bem, acabou melhor!

Mais uma história...

Fevereiro 05, 2018

Releio textos antigos que retratam sentimentos dos quais nem me recordava e percebo o quanto fui mudando com o passar dos dias, que se tornaram meses e um dia serão anos... Mudei ao ponto de as palavras parecerem ter sido escritas por outro alguém, mais sensível, mais imaturo, mais impulsivo... Mais incompreensivo.

 

Sei contar a história por alto, como aqueles contos que os nossos avós nos contam quando somos pequenos e irrequietos.

 

Lembro-me do calor que aqueles risos me davam, do frio na barriga que sentia quando olhava aqueles olhos, do nervosismo que sentia quando existiam planos entre nós...  E lembro-me das palavras ditas nos momentos de discussão, das lágrimas que foram plantadas por aí, sem necessidade... Porque na verdade eu consigo perceber que estou mais feliz, mais calma, mais mulher... Até noto que a atual relação que tenho me faz sentir muito mais realizada e plena.

 

Mas salto da cama a sentir-me em baixo porque te tenho na minha cabeça, porque não consigo apagar recordações que ficaram gravadas ao longo dos anos...

 

Só sei dizer que tudo poderia ter sido tão melhor, tão menos doloroso, tão mais saudável... Mas depois percebo que tudo o que disse ser amor não o era, porque se o fosse permanecia, e olho para as estrelas para perceber que nem elas duram para sempre, como iria durar uma relação destinada ao fracasso?

 

Lembro-me de tudo como se tivesse sido outra vida, uma em que eu tinha planos diferentes e irrealistas... Aliás, parece ter sido tudo escrito num livro que li há séculos, mas que mantenho guardado na prateleira. No entanto, quando olho para a lombada imagens percorrem-me a mente e volto a um ciclo que não queria para mim.

 

É como se quisesse esquecer tudo com força suficiente para nem me lembrar dos pormenores... As recordações surgem, mas sem ligação entre si. Vivi uma vida em que o círculo de pessoas que me rodeava era aquele que eu achava que iria de mãos dadas comigo até ao infinito...Mas não veio.

 

E eu sei que se me ligasses eu iria provavelmente rejeitar a chamada, mesmo que me doesse mais do que tudo neste mundo, mesmo que continue a mandar mensagens para saber se estás bem, mesmo que no fundo queira que se apaguem as más memórias e fique a amizade que se tinha... 

 

Lembro-me levemente do teu sorriso... O que me faz perceber que talvez daqui a vinte anos cada um tenha a sua vida e contemos a nossa história por aí, sem sequer nos lembrarmos dos rostos, uma vez que tal como eu deves ter apagado as fotografias que poderiam ter ficado...

 

Garanto-te que não guardo remorsos... Apenas tenho pena de esta ser apenas mais uma história mal resolvida na minha vida, embora tenha consciência que seja impossível de resolver. E a culpa é dos dois...

É segredo...

Janeiro 25, 2018

Num dia em que pouco tinha para fazer, com os meus catorze anos, recebi uma mensagem de um rapaz que eu não conhecia de lado nenhum. Por alguma razão dei-lhe conversa... Uma daquelas coisas de miúda que faz as coisas só porque sim e porque está aborrecida. Tinha a certeza que nunca iria conhecer aquela pessoa, mas naquele momento apetecia-me conversar...

 

Achei-o atirado, com a mania que era bom e engraçado... Como qualquer adolescente, fiquei interessada... Uma autêntica parvoíce. Como é que estava a ficar interessada em alguém com quem nunca iria poder estar?

 

A verdade é que daí surgiu uma amizade, visto que dificilmente poderia desenvolver-se um romance, por muito que de brincadeira alimentássemos essa ideia. Foram existindo uns namoros pelo meio, uns mais sérios que outros... Cheguei a achar que uma das relações que tive, que acabou por durar 3 anos e pouco, iria ser o resto da minha vida.

 

Várias foram as voltas dadas... Muitas coisas aconteceram que me fizeram acreditar que o melhor para mim seria virar as costas àquele rapaz que conheci online, visto que já não tinha mais 14 anos e que os anos foram passando sem nunca sequer lhe dizer um "olá" cara a cara.

 

No entanto, o tempo passou, e eu fui sempre ficando. Algo me prendia, mesmo que eu quisesse ter força suficiente para desapegar... Se eu nem sequer conhecia a pessoa deveria ser mais fácil, não é? E com este vai, não vai, com tantas histórias à mistura, eu fui-me deixando ficar até passarem 5 anos.

 

Conseguem acreditar? A tontinha que se achava super independente, que odiava rapazes, que era (e é) super melodramática, conseguiu manter-se a falar por mensagens com a mesma pessoa praticamente todos os dias durante 5 anos, sem nunca sequer sentir um abraço e a sentir-se cada vez mais conectada.

 

A verdade é que me mudei para Lisboa, com um bocadinho de esperança de ter aquele amigo na minha vida e deixar de lado a palavra "virtual" quando falava dele. Tudo aquilo me deixava nervosa, mas feliz ao mesmo tempo, porque era algo que eu queria muito e era uma pessoa especial para mim.

 

Estou há um ano e meio em Lisboa... Meio ano de namoro com esse rapaz que há quase seis anos se meteu comigo nas redes sociais. E sabem uma coisa? Estou cada vez mais apaixonada... Mas não lhe contem, é segredo.

20? Já?

Novembro 14, 2017

Os últimos dias têm sido uma mistura de nostalgia com felicidade, com poucas horas de sono, mas com tudo feito a tempo e horas.

 

Quando fiz dezoito anos pouca foi a mudança que senti. Continuava na casa dos meus pais, com o mesmo namorado de sempre, com o grupo de amigos de sempre, a matar-me a estudar para ser médica. Parece que foi tudo noutra vida. Por vezes chego a sentir que nesse momento eu era uma mera espetadora da minha vida e que não vivia realmente tudo o que era suposto.

 

Faço 20 anos, hoje. E por alguma razão apetece-me comemorar, viver, aproveitar cada segundo. No entanto, começo a sentir o peso que é dizer "tenho 20 anos". Não soa estranho? Quando foi que o tempo passou, que eu não dei por isso?

 

Sem ser quando era criança, nunca vi o meu aniversário como o meu dia, apenas gostava deste dia porque significava que ia conseguir juntar todas as pessoas que realmente importavam na minha vida. 

 

Hoje olho para trás e vejo o quanto a minha vida mudou em dois anos, e com ela mudei eu. De repente vi-me a morar em Lisboa, e a única coisa que me prende ao Alentejo é a minha família. Como por magia a menina que cresceu a querer ser médica percebeu que giro, giro era ser engenheira na área e poder ter saúde, matemática e física para o resto da vida.

 

E assim, sem mais nem menos eu sinto-me uma adulta, a viver realmente a minha vida, a tomar decisões importantes... Mas acima de tudo a aproveitar o que o mundo tem para me oferecer, e com um círculo completamente novo de pessoas à minha volta, pessoas essas que me entendem, que me apoiam e que se mantêm aqui, mesmo naqueles dias em que todo o meu mau feitio surge.

 

Para essas pessoas, um enorme obrigada. Hoje é o nosso dia, porque tudo o que sou, devo-o um bocadinho a vocês!

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