Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Em Busca de Um Sentido

Roma, eu sou assim...

Há uma semana estava a entrar num bar, em Roma, sem saber que ia passar a noite toda a falar com pessoas que possivelmente nunca mais vou ver, mas que me permitiram ver Roma para lá das filas de turistas apressados.

Estive em Roma três dias, com duas amigas, e na madrugada de sábado para domingo tivemos a oportunidade de ter dois italianos a mostrar-nos pontos históricos da cidade enquanto explicavam a sua história. 

Vimos imensos monumentos e os assuntos das conversas foram vários, desde a política dos nossos países, à religião, e até sobre as mulheres terem sido privadas de fazer parte do exército durante muito tempo.

Toda a minha estadia foi maravilhosa, embora andasse a dormir três ou quatro horas de cada vez... No entanto, para mim, o momento mais marcante foi quando olhei para as minhas amigas a atirar uma moeda para a Fonte de Trevi e decidi replicar o gesto.

Não sei explicar o que senti em concreto. Foi um misto de felicidade com orgulho e gratidão. E enquanto fechava os olhos e me foquei no desejo, emocionei-me com todos os sentimentos bons que se apoderaram de mim. Foi quando eu percebi onde estava e que fui eu que me permiti estar ali.

Pedi desculpa. E pelo meio uma delas olhou para mim e disse "Tatiana, tu és uma pessoa mais emocional do que a maioria, está na hora de aceitares. Não tem mal seres assim, até é querido". E aí, na minha cabeça soou "Sim, tenho que me aceitar. Eu sou assim." 

Reencontros Inesperados

Hoje foi um dia complicado. Tanto pela carga horária quanto pelo meu estado emocional. Não me sentia com vontade de viver o que existia para aproveitar.

Apesar disso, aceitei ir passear com duas amigas minhas, passeio esse que acabou na residência de uma delas. Quando estava prontíssima para sair, dou de caras com um dos rapazes que fazia parte do meu grupo de amigos do secundário. Fiz uma festa, mas antes tive que perguntar se me estava a conhecer, porque ele estava a olhar para mim super espantado quando lhe falei. 

A verdade é que nenhum de nós estava à espera daquele momento, e foi super engraçado a forma como agimos, porque foi exatamente como se estivéssemos de novo no secundário... Ele respondeu logo que era óbvio que me estava a conhecer, mas que era a última pessoa que esperava ver na residência dele, àquela hora.

Já não nos víamos há dois anos. Ficou a promessa de um café e de nos vermos mais vezes, agora que sabemos que estamos perto.

Pelo menos um dia que começou menos bem, acabou melhor!