Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Em Busca de Um Sentido

05
Set17

Sou Anti-Praxe?

Tatiana

Como muitos por aqui sabem, este ano letivo que passou foi o meu primeiro ano como estudante universitária. Foram muitas as experiências, as amizades feitas, as descobertas acerca de quem sou e de como consigo viver longe de tudo o que me é confortável.

 

Digo-vos desde já que só fui ao primeiro dia de praxe, por opção minha, e tudo o que acabei por saber da praxe do meu curso era o que os meus colegas comentavam comigo, visto que no meu grupo de amigas da faculdade umas fazem parte da praxe, outras não.

 

Quando começaram as aulas eu já tinha quase a certeza de que não ia participar. Não foi algo decidido sem noção da realidade, até porque vivo numa cidade académica, em que a praxe é realmente vivida, bem mais do que em Lisboa. O que fiz foi analisar aquilo a que estava disposta a passar e comparar com o que já tinha observado, percebendo que aquilo não era de facto algo que me aliciava.

 

Contudo, decidi que mais valia ir e se realmente não me identificasse vinha embora, ninguém tinha nada a ver com isso. Confirmei que realmente não era algo que fosse de acordo com aquilo que eu considero "integração"... Destesto que gritem comigo, preciso de olhar nos olhos das pessoas para comunicar, andar suja para mim é o inferno e não acho piada nenhuma ao traje.

 

Se sou anti-praxe? Não. Concordo com o facto de existir essa tradição, até porque nos dias que correm só lá se mete quem quer e cada um é livre de decidir por si. Todos somos diferentes, e se eu não gostei, não vou mais, mas se há quem goste tem todo o direito de participar e de aproveitar ao máximo tudo o que a praxe lhe proporciona. Compreendo perfeitamente quem pretende levar esta tradição consigo, simplesmente não quero ser uma dessas pessoas.

 

Apesar de não ter sido "caloira" nunca me senti excluída por não participar, quando disse que não iria mais vieram tentar perceber o que se passava comigo e eu simplesmente disse que não me identificava. Sempre fui super bem tratada, e ao contrário do que muitos pensam, todos os alunos do primeiro ano têm acesso aos materiais de estudo, não é necessário ter-se padrinho/madrinha. Sempre tive livros por onde estudar, relatórios como base e sebentas de anos anteriores.

 

A quem vai entrar na universidade este ano deixo-vos o conselho de arriscarem. Não só em relação às praxes, mas a tudo um pouco. Sairem da vossa zona de conforto nem sempre é algo mau. No entanto, nunca façam algo que não querem só para ter amigos, apontamentos ou o que quer que seja. Até pode levar um bocadinho mais tempo, mas vão acabar por encontrar o vosso grupo, um lugar onde se encaixam.

 

Em relação à minha mudança de curso... Ainda nem pensei muito bem se vou ou não participar na praxe, mas depois de tudo o que senti e pensei ao longo do ano que passou, estou muito tentada a nem ir ao primeiro dia... Depois de ver como tudo funciona decido se vou, ou não.

 

Casa nova... Feitio igual! | O primeiro impacto - Dia 1 | O primeiro impacto - Dia 2

17 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mensagens

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D