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Em Busca de Um Sentido

Sabes quem és?

O processo de conseguirmos abrir todas as gavetas que nos compoem é algo solitário, melancólico e até pode chegar a ser assustador. É mais fácil acomodarmo-nos ao óbvio, ao que é aceite por aí, ao que te dizem para ser. O caminho do "socialmente aceite" é este, aceita que dói menos, acham eles...

E depois vêm as frustrações, os medos de não se ser bom o suficiente, a necessidade de estarmos constantemente acompanhados e aquela parvoíce de querer agradar cada pessoa que faz parte do nosso círculo que achamos íntimo e na verdade é só um conjunto de pessoas vazias que te impelem a ser tudo aquilo que não és, sem que o vejas.

A dor continua a crescer, a ser infinitamente maior do que seria se simplesmente nos déssemos ao luxo de aproveitar os tempos mortos ao dar-lhes vida na procura da essência que nos faz sentir leves, o cheiro que nos leva para um mundo mais bonito, a música que nos faz querer cantar, as palavras que nos fazem corar, as cores que nos aquecem o coração, as atividadades que nos permitem ir dormir cansados mas aliviados... 

Um processo solitário, torna-se assustador apenas porque ainda não aprendemos a gostar de nós e da nossa companhia... Existe o Instagram, o Twitter e todas as redes sociais que crescem à velocidade da luz, fazendo-nos perder tempo, em vez de ganhá-lo... Podem ser uma das melhores coisas da nossa geração, mas apenas se usadas com responsabilidade. Tudo o que é usado de forma errada causa transtorno e instabilidade... Deixamos de viver as nossas vidas e de ser introspectivos... Deixamos de ser.

Sabes quem és? Descobre, acredito que seja algo lindo, só precisas de tentar, quando começares, não te vais cansar.

3 comentários

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    Tatiana 04.03.2019 20:15

    Acho que me expressei mal, porque concordo a 100% contigo. O que considero um processo solitário, que pelo menos para mim está a ser, é reconhecer quem eu sou no meio da diversidade que me rodeia, porque acho que isso requer bastante introspeção, até mesmo para me aceitar e tentar desapegar-me de todo um conjunto de inseguranças... Apesar de conseguir perceber que todas as pessoas que passaram na minha vida e situações que vivi fazem de mim quem sou, definir-me tem sido um processo longo, e que como é óbvio nunca vai ter um fim, porque estamos em constante mudança... E fica descansado, não foste confuso, eu pelo menos acho que entendi onde querias chegar!
    As redes sociais para mim têm sido uma grande questão... Quando era miúda adorava e agora cada vez mais noto que só me servem para roubar tempo útil, porque começo por ver coisas das pessoas que me são próximas e daí a um bocado estou a ver vídeos de reações aos Óscares, por exemplo. Não acho que o que prejudica é querermos ter um contacto digital de quem já faz parte da nossa vida, mas sim de todo o tipo de pessoas: atores, cantores, bailarinos, escritores, etc. E a verdade é que a informação chega-nos a uma velocidade infinitamente maior que a capacidade que temos de absorver tudo...
    A verdade é que também este textos foi um devaneio e uma forma de exteriorizar um bocadinho daquilo que penso. Apesar da enorme aceitação que sinto que existe, ao mesmo tempo parece que temos sempre que nos encaixar num grupo de pessoas todas iguais, quando a diversidade é tão mais enriquecedora...
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    Francisco 04.03.2019 21:00

    Quando a tua realidade é muito distante àquela em que estás inserida, obrigas-te a viver numa ilusão, ''For the sake of living'' (não sei se a expressão faria sentindo em português)...
    É mais fácil chorar por aquilo que se sente, do que por aquilo que não se conhece. Assim como para tudo o que sentimos. Sabemos que as lágrimas cessam, e que o nó na garganta desaperta-se... Mas se não conheceres aquilo que te faz sofrer, então a dor não te abandonará. Assim como para tudo o que sentimos.
    Porque enfatizei eu na negatividade? Bem, porque saberás sempre que é uma ilusão - O paradoxo é te conhecido, vives nele. Então, sabendo que te enganas a ti mesma, a mente não retrai a verdade, por mais que a escondas, mais força fará ela para surgir... Como se a ciência física desse mãos à ciência natural, e a lei da ação reação se aplicasse à nossa mente:
    Um sorriso, escondendo uma lágrima.
    Uma lágrima, escondendo um sorriso...
    Mas ao invés de forças, seria sentimentos: oferecidos com a mesma agressividade com que sentimos o primeiro, viria o segundo.

    Seriamos mais felizes ''sozinhos''? Batalhando contra a nossa própria ilusão, na esperança de encontrar a ''nossa'' realidade? Não... Não sozinhos. Acompanhados, sim. Mas que essa companhia seja um empurro na direção que queiramos seguir, e não um aperto que nos tranque no lugar que evitamos, ou mesmo que nos empurre para trás, e nos faça afastar daquilo que perseguimos. Isso a mente fará, por todos os outros. Nunca te dirá (a mente) que realidade é a tua, nem que ilusão te pertence:
    O contínuo sentimento de desorientação será presente, mesmo que faças um risco no chão, e que caminhes nos trilhos que já conheces, a pergunta, não de onde, mas porquê, surgiria ao primeiro passo - Se não se questiona o caminho, questiona-se o porquê de percorrê-lo, se não isso, quem o está realmente a percorrer - Tu, ou vozes encorajadouras?

    Sobre informação eletrónica... O spam de informação é presente, assim como o aglomerado de ideias, opiniões, críticas (etc.) de pessoas que estão ao teu redor (física, ou digitalmente). O que fazer? Bem, uma inocente triagem daquilo que realmente procuras, ou que te ajude a alcançar o que queres. (Ex. Pesquisar uma data específica para encontrar acontecimentos que apresentas interesse).

    Eu é que sou um forreta social... Penso que sou muito pouco de mim, quando estou com os outros... Não presiso de dizer muito onde estou agora... Cá sonhando que existe um Eu... Pelo menos um que eu conheça... 

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