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Em Busca de Um Sentido

21
Nov17

Queria dizer que te amo...

Tatiana

E hoje eu queria dizer que te amo. Amo-te com todas as minhas forças e isso faz doer. Faz doer porque sinto a tua falta no segundo exato em que a tua mão deixa a minha. Abandonada e sem rumo. Fica a minha mão e fico eu, num daqueles momentos em que sinto o calor da tua pele, mas olho-me e vejo-me sem ti.


Talvez nenhum amor seja eterno, e se assim o for o nosso não irá ser exceção. Mas não é tão bom viver um amor finito como se fosse infinito? Não é tão bom imaginar o dia em que teremos tudo, mesmo que nunca cheguemos a juntar as nossas vidas para serem uma só?


Num daqueles raros e loucos momentos em que digo que te amo, talvez te diga que não sei viver sem ti. Não quero que sintas que te minto, mas a verdade é que sei, porque no fundo basta-me respirar para estar viva. A diferença entre ter-te e não te ter equivale a conhecer-me viva e com impulsos ou perdida à deriva neste mundo de fantasia que criei só para nós.


Dou por ti a observar-me e peço-te que pares. Mas não pares, está bem? Eu fico envergonhada, mas gosto que me olhes como se eu fosse uma obra de arte. Gosto que me admires como se admira uma escultura, como se admira a técnica utilizada para aproximar a imaginação da realidade. Não é isso que a arte é? Uma aproximação à realidade do ponto de vista de quem se denomina artista.


Tu podias ser pintor, sabias? Pela delicadeza com que me olhas, pelos detalhes que de mim decoras chego a crer que se te fechassem os olhos e te oferecessem papel e caneta serias capaz de me recriar com uma precisão de mestre, incluindo até a mais pequena das cicatrizes.


Sei que receias magoar-me. Apercebo-me de tal sempre que faço beicinho e vejo o teu ar desesperado de quem procura uma razão sem a encontrar.

 

Mas ouve-me. Por favor, ouve-me quando te digo que o meu tamanho não retrata tudo o que sou capaz de aguentar, e embora te confesse que aos poucos a muralha vai caindo, ainda tenho a estrutura principal intacta, acho que sempre vou ter.

 

Por isso te digo... Se um dia quiseres ir, vai... Vai sem olhar para trás... Vai sem medos. Vai, porque um amor pode não ser eterno, mas a memória é eterna até que me falte o ar e a que mantenho de ti é doce, tão doce que vou mantê-la guardada, não vão as formigas quere-la para elas. Sabes como é.

 

O que é meu, fica. Fica sempre. E tu és do mundo, de um mundo que não me pertence, e por isso te digo: se quiseres ir, vai e sê livre, porque em mim estás sempre.

 

Só queria dizer que te amo...

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