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Em Busca de Um Sentido

14
Set16

FACULDADE | O primeiro impacto... Dia 1

Tatiana

Isto é real... Eu sou oficialmente caloira na Universidade de Lisboa! Papéis assinados e tudo! Como é que passei do 10º ano para a faculdade assim? Não dei pela passagem do tempo...

 

Confesso que de domingo para segunda dormi pouco. Quando eu digo pouco, refiro-me a cerca de duas horas. Estava ansiosa, com medo, queria que tudo corresse bem e passei a noite a pensar em possíveis cenários de as coisas correrem pelo pior ou pelo melhor.

 

Por volta das oito horas estava a sair rumo à capital. Dormi no caminho, mas mais uma vez eu não estava descansada. Queria absorver tudo. Imaginem que acordava e era tudo um sonho? Não podia dormir.

 

Às dez em ponto, depois de andar às voltas por Campo Grande sem achar o caminho certo e com um trânsito horrível, começo a ver a Cidade Universitária. Fascínio é o sentimento mais próximo daquilo que eu senti. Era real. "Eu venho estudar aqui?" era só o que pensava...

 

Estacionou-se o carro e fomos todos para o sítio onde era para fazer as matrículas. Éramos quatro. Sou alentejana e basta. Precisamos de apoio psicológico para tomar grandes decisões, senão a sombra do sobreiro é sempre melhor. (Estou a exagerar, como é óbvio.) Era suposto sermos cinco, mas o meu irmão previu que a situação fosse ser demorada... Ficou em casa.

 

Entro no edifício e espero. Uma rapariga mete-se comigo. A conversa flui e percebo que o procedimento de matrículas no meu curso é diferente e vai demorar menos, isto porque teremos aulas de várias áreas e não pertencemos a uma faculdade específica. Somos o único curso assim na universidade, pelo que percebi. Chamam a rapariga e eu penso "sou a próximo, estou lixada". Já disse que estava muito nervosa?

 

Enquanto esperava troquei olhares com a minha mãe e ia sorrindo, não queria que percebessem que estava demasiado nervosa. Tudo se faz, não é verdade? O meu processo de pensamento tornou-se lento, muito lento. Para ser sincera (ou não), eu não pensava muito, só coisas aleatórias "isto é real, não é um sonho, oh meu Deus quero fugir, espero que não me praxem já" a lista podia continuar. Coisa pouca, portanto.

 

Chamaram-me para um computador. Os funcionários foram super acessíveis, mas eu estava lenta demais e chamei-os bastantes vezes. Tinha medo de errar. Acho que é normal. Dentro de limites aceitáveis. 

 

Matrícula feita. E agora? Uma fila. Pequena, mas estive lá uma hora. 

 

Lá estava aquela rapariga outra vez. Meti-me com ela. Não custou assim tanto! Quando dei por mim olhei para os meus pais e a minha irmã, sentados longe. Olhavam para mim e sorriam. Eu estava a integrar-me e já conversava com três colegas de curso. Eu própria estava orgulhosa da minha atitude. 

 

De repente chegam duas raparigas perto de nós. Dirigem-se a mim. "Como te chamas? És de Ciências da Saúde, certo?". Eram do último ano. Acabaram a falar com todos, tiraram-nos dúvidas e andavam a recolher contactos para organizarem o dia da receção. Fiquei descansada, afinal também os mais velhos, os ditos "veteranos", eram simpáticos e super acessíveis.

 

Ao terminar tudo o que havia para fazer despedi-me dos que ainda estavam ali e dirigi-me à zona para efetuar o pedido para residência universitária. Era uma hora da tarde. O tempo passou a correr. Para mim, porque quem me acompanhava não achou assim tão pouco tempo.

 

Não vou mentir. A sala estava cheia. Todos andavam de um lado para o outro. Cheguei a pensar que ia embora sem sítio onde dormir na semana seguinte. No entanto, ao fim de três horas eu saí com contrato feito e preparada para ir buscar as chaves.

 

Não podia, a senhora que as tinha já só voltava na terça de manhã. Entretanto faltava-me um papel para tratar do passe de metro. Lá voltei ao sítio das matrículas e fiz tudo certinho.

 

Saí às cinco e tal da tarde, sem comer mais do que algumas bolachas. Pelo menos tudo o que podia fazer ficou feito.

 

Decidimos que ainda não íamos embora, queríamos saber onde era a casa. Perdemo-nos. Desde indicações do GPS erradas, a sentidos proibidos, a obras nas estradas, tudo aconteceu. Por volta das seis achámos a casa. Gostei. Mas ainda só tinha visto por fora.

 

Acabei a dormir no Montijo, em casa de familiares. Terça-feira havia mais!

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