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Em Busca de Um Sentido

Eu e o mundo...

Por vezes acordo com vontade de te escrever acerca do que nunca chegámos a viver, mas que planeámos até à exaustão. Todas as viagens, todos os restaurantes, todos os cantos e recantos de uma cidade que viu nascer um amor e também o viu ir...

No meio do turbilhão de emoções que me iam ocupando a mente, a adrenalina foi desvanescendo e ficou apenas um enorme carinho que se pode confundir com tantas outras coisas e que fui aceitando, como se nunca fosse merecer mais do que um amor calmo e sereno, tão sereno que se torna apenas o estar e não o ser.

De tanto te querer, deixei o momento passar e deixei com isso irem todas as coisas bonitas que um dia dissemos olhos nos olhos, que tanto sentido faziam e que hoje me apertam o coração. Não é que eu não o quisesse... Mas há mais para lá das cortinas que se fecham quando eu me foco apenas em criar uma fantasia do par perfeito e não consigo ver que às vezes as coisas não são para ser e que existem os meus próprios limites, que não quero ultrapassar.

Para além de ti, existo eu. Um dia que não estejas, vou estar eu. E se eu não estou serena, como podemos estar nós? Se eu não gosto do silêncio quando estou aqui, como posso gostar quando estás tu?

Nunca digo nunca, aprendi com os meus erros... Também deixei as despedidas para outro dia... Mas para hoje quero isto. Eu, as minhas letras salpicadas em folhas velhas, os meus livros que foram acumulando nas prateleiras e o mundo que vou descobrir sozinha, por agora.

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