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Em Busca de Um Sentido

Eu e o Carnaval, o Carnaval e eu...

A minha relação com o Carnaval é uma relação de amor-ódio.

Nunca fui daquelas crianças que andava atrás da mãe a implorar por um disfarce novo - que eu me lembre. No entanto, gostava de me mascarar para andar com os meus amigos da escola a brincar. Mas gostava ainda mais de analisar as outras pessoas disfarçadas e de ver os desfiles que existem para esse propósito. Para mim o Carnaval só faz sentido por isso. 

E vocês perguntam-me... Porque falaste em ódio, então? 

Eu explico... Sempre fui uma criança medrosa. Sabem aquelas miúdas que não podem ouvir um grito que começam logo a chorar? Eu era dessas. Ver princesas e desenhos animados era ótimo, mas monstros? Sabem lá o medo que isso me metia...

Assim sendo, um belo dia, estava a pequena Tatiana a brincar na sala da sua avó, de janela aberta, já de noite, quando três ou quatro adolescentes - esses malditos - têm a infeliz ideia de gritar com a cabeça encostada ao vidro da janela. Não existiria problema se fosse apenas isso, o problema nasceu quando as benditas criaturas decidiram fazer isso com máscaras horríveis.

Eu fiquei em completo pânico... A imaginação de uma criança é traiçoeira e eu na altura não consegui entender que eram apenas pessoas idiotas que acharam que teria piada andar a assustar pessoas pela aldeia, mas a verdade é que isso fez com que eu deixasse de achar graça ao Carnaval. E assim continuo até hoje...

E vocês? Gostam do Carnaval? Costumam aproveitar esta altura do ano para se mascararem?

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