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Em Busca de Um Sentido

31
Ago16

Bullying

Tatiana
 
Se vivem no mesmo país do que eu sabem que a comunicação social tem estado lotada com inúmeros casos de bullying e agressão entre jovens nos últimos meses. É verdade que os media tem tido bastante atenção a tudo o que está relacionado com estes assuntos e valorizo isso. No entanto, acho que se passa uma ideia errada, ou então, quem se depara com os assuntos interpreta de forma pouco correta.

Tenho ouvido muito a típica frase "os miúdos já não são o que eram", ou então "ultimamente tudo tem piorado". Quem ainda estuda sabe dizer que não é bem assim. Realmente as crianças são mais precoces e querem fazer-se adultos demasiado depressa, mas nada tem piorado. Está tudo igual ao que era, pelo menos no que diz respeito aos acontecimentos. Isto porque a única coisa que mudou foi a comunicação. Antes as pessoas escondiam, tentavam que os assuntos não fossem tornados públicos e atualmente já não é isso que se quer. Deixaram os tabus de lado e decidiram partilhar as situações.

Todos os anos, enquanto estudante, me deparo com casos de bullying. E quando falo em bullying, não me refiro a ofensas verbais, que acabam por passar, falo mesmo de casos de agressão física relativamente grave dentro das escolas. Acredito que o carácter mais ou menos violento de uma criança não vai apenas do carácter dela, aliás, deve-se grandemente à educação que recebe em casa. Sei que posso ter sido privilegiada por ter nascido numa família que é contra a violência e maus tratos, mas todos os miúdos deveriam ter essa sorte. Com isto não estou a tentar desculpar as crianças que optam por este tipo de atos, porque deveriam saber distinguir entre o correto e o errado, mas a verdade é que também já vi os pais a incentivar os filhos a brigar e ainda vão ameaçar os pais de quem foi agredido. Alguém me explica esta lógica?

Antigamente, segundo os relatos que tenho de pessoas bem mais velhas do que eu, se uma criança tivesse o azar de agredir outra, chegava a casa e era capaz de ouvir ralhar e levar um bom puxão de orelhas, e eu ainda poderia ter "sofrido" isso se fosse mais arisca.

Os pais deveriam repreender os filhos quando estes erram e não continuarem a incentivá-los a ter atos violentos. As escolas também têm influência, é verdade, mas não são os membros da escola que têm obrigação de educar os filhos dos outros. Aliás, as escolas já têm tido bastante trabalho com as campanhas anti-bullying, pelo menos aquelas que frequentei, mas o trabalho não pode ser apenas na escola.

Se o exemplo que têm em casa é incorreto como querem que o comportamento das crianças seja o correto?

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