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Em Busca de Um Sentido

Desabafos meus...

Sempre fui uma pessoa que escreve para outros. Não escrevo para agradar quem me lê, mas raramente escrevo sem destinatário, nem que o fim seja apenas criar aquilo que preciso ouvir.

Onde quer que vá surgem-me ideias e temas que captam a minha atenção e me fazem sentir próxima daquilo que sou e do que poderei vir a ser. Tenho uma mente hiperativa e a maior parte das vezes a minha ansiedade surge dessa atividade excessiva de análise a tudo o que vejo e acabo por absorver.

Considero-me distraída das coisas óbvias. A maior parte das vezes o que me é mais próximo é o que me passa ao lado. Como o prédio que foi pintado há dois meses e só agora me chamou a atenção, ou a janela que não fechava e de repente, após dias e dias a usá-la me apercebo e "desde quando isto funciona?". A minha atenção voa para outras coisas e geralmente envolve a criança que se ri na rua, o velhote que coxeia, o cão que corre aos saltos, o rosa das flores e daí parte para o meu futuro e para todos os significados que atribuo ao que observo.

Escrever sobre o que penso nessas alturas faz-me crescer e alimentar uma sensibilidade que é crescente e que nunca me abandona, mesmo quando quero parecer dura e menos criança... A verdade é que gosto de ver o mundo do castelo que construí e apenas agora estou a aprender a misturar-me ao que admiro e ao que me faz sentir leve...

Realmente tornei-me a melhor casa para se viver e isso enche-me o coração de sentimentos bons, mesmo que todos os meus dramas por vezes ameacem os alicerces, sei que sou firme.

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