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Em Busca de Um Sentido

Carta ao Pai Natal

Querido Pai Natal,

Sei que já passaram alguns anos desde a última vez que te escrevi, mesmo que obrigada. Sei que sempre disse que não existias, e confesso que achei os professores meio tontos por acharem que com 8 anos ainda acreditava em ti.

Por isso mesmo, percebo que aches hipócrita da minha parte escrever-te, a pedir coisas para mim. No entanto, é aí que te enganas. Eu não te vou exigir prendas, ou coisas materiais que nem sequer me fazem falta. Tenho tudo o que realmente preciso, e apesar do caminho que a vida possa levar, contento-me com o que tenho, porque sou feliz.

Estou a escrever-te esta carta para que, no caso de existires, consigas mudar um bocadinho daquilo que tenho visto e ouvido. 

Escrevo-te para te pedir que ofereças paciência a todos aqueles que a perderam pelo caminho, bom senso a quem tem cargos altos e se esqueceu que as suas ações influenciam um grande conjunto de pessoas, saúde àqueles que estão débeis demais para viver de verdade, comida a quem não a tem em cima da mesa, roupa aos que têm frio nestas noites geladas, um teto a quem dorme à chuva... E sorrisos, milhares de sorrisos para todos.

Peço-te apenas coisas que podem efetivamente mudar este mundo triste e cinzento que está a tornar-se degradante e assustador. Peço-te que analises toda e qualquer situação que possa ser alterada e nos forneças meios para possamos agir. Sim, eu sei que não és Deus ou qualquer outro ser digno desse nome... Mas não ofereces prendas a quem se porta bem?

Só te estou a pedir um mundo onde seja agradável viver sem meter em causa a injustiça da desigualdade... E não é por mim, é por todos... E acredita, é o mínimo que te posso pedir.

Espero que atendas os meus pedidos, ou pelos menos tentes,

Tatiana