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Em Busca de Um Sentido

Bullet Journal II

Este ano letivo voltei a dar uma oportunidade ao bullet journal, do qual já falei aqui recentemente. Todos os anos tento utilizar algo que me mantenha focada nos meus objetivos e permita que eu não me vá esquecendo de coisas simples da rotina diária.

Assim sendo, hoje venho-vos explicar em que consiste o meu bullet journal...

Tenho-o organizado por semestres, uma vez que comecei o segundo semestre esta semana. Prefiro organizar-me assim, uma vez que a minha rotina depende de semestres e não do ano civil. Assim sendo, tenho uma página que desenhei a "abrir" o semestre e de seguida tenho dois calendários - um simples, só com os meses vários meses que o semestre ocupa e outro que me permite apontar os momentos de avaliação que vou ter.

 

De seguida, tenho uma página divida em várias secções para apontar as classificações de cada cadeira uma vez que gosto de manter isso escrito em algum lado. Logo após esta parte, tenho o horário do semestre e no verso desta folha tenho uma pequena wishlist que abrange o ano todo.

Já organizei o meu mês de várias formas, sendo que atualmente tenho uma folha com todos os dias do mês, para poder apontar tarefas que tenha marcadas, ou datas importantes, e no verso os gastos do mês, que faço questão de apontar para ter noção do dinheiro que gasto. De seguida, encontra-se uma página onde organizo a lista de compras e onde aponto semanalmente o que me vai fazendo falta. 

Tendo tudo o que me é essencial para começar o mês, tenho apenas um título a dizer "To Do" e após isso vou escrevendo pequenas tarefas de que é necessário lembrar-me, com a respetiva data. Tenciono também apontar coisas rápidas, organizar trabalhos e planear tudo o que for necessário nesta secção.

Como podem perceber, no bullet journal apenas organizo coisas relacionadas com a faculdade e com a minha rotina diária, para além de apontar as datas dos posts que quero fazer no blog, visto que os escrevo num outro caderno. Para tudo o resto (séries, músicas, fotografia) tenho aplicações no telemóvel ou no computador, o que me ajuda a arranjar motivação para me manter organizada visto que não perco tempo com coisas supérfluas quando escrevo no caderno.

E vocês, como se costumam organizar?

Bullet Journal I

Comecei a usar um bullet journal quando entrei para a universidade - em setembro de 2016. Na altura andava toda entusiasmada para criar algo bonito com a ajuda do Pinterest. Cheguei a criar um álbum por lá, para guardar as ideias que me agradassem e de vez em quando ainda vou acrescentando algumas coisas.

Penso que toda a gente que começa algo do género acaba por se fascinar um bocadinho e perder o foco. Eu não fui a exceção.

Escolhi este método de organização principalmente porque nunca me consegui orientar com uma agenda convencional. Queria algo que fosse versátil e que permitisse a adaptação às minhas necessidades. No entanto, o meu foco dispersou e eu comecei a inventar. Acrescentei coisas que agora não fazem o mínimo sentido, mas que me mantinham ocupada e distraída, como é o caso de uma página para controlar a quantidade de horas que eu dormia.

O meu antigo bullet journal teve direito a tudo:

  • um calendário com datas de aniversário;
  • um calendário com datas relacionadas com a faculdade;
  • em época de exames um calendário para controlar o que estudava;
  • uma página de citações preferidas;
  • uma página de músicas preferidas;
  • uma página de livros que queria ler;
  • uma lista de compras;
  • uma wishlist;
  • uma página para apontar os episódios vistos das minhas séries;
  • (...)

Não preciso de dizer que a longo prazo não consegui manter o bullet journal e deixei-o totalmente de lado até as aulas terminarem. Acabei por me fartar porque deixou de ser funcional, devido à minha necessidade de ter tudo bonito e não ter tempo para o fazer. 

Se acho que é um ótimo método de organização? Para mim é o melhor... Mas só agora, que adotei um método um bocadinho diferente, que irei explicar mais tarde. Hoje quero apenas transmitir que manter tudo o mais simples e intuitivo possível é a melhor opção, pelos menos para mim, principalmente porque inventar pode fazer com que algo maravilhoso se torne maçante e uma perda de tempo.

Deixo-vos então, com fotografias do meu antigo bullet journal...

Ouvi "férias"?

Durante estes dias tenho estado em casa. Não, não estou doente. E não, também não estou em Lisboa. Estou em casa, casa. No meio do Alentejo, onde nada acontece - a não ser um sismo que me acordou e me ia matando de susto e uma escola secundária que fechou por tempo indefinido porque lhe faltam condições, a mesma escola onde algumas pessoas me ensinaram o que me permite ser o que sou.

Apercebi-me de várias realidades que na correria da capital me estavam a escapar. Não por eu ser desatenta, mas porque não parava tempo suficiente, uma vez que passava o dia numa correria imensa ou demasiado focada nos exames que tinha que fazer. 

A verdade é que quando não estou em tempo de aulas, é difícil tirar-me de casa... No entanto, isso implica que escrevo menos, fico mais preguiçosa, durmo mais durante o dia e passo a noite ansiosa. Apesar desta pausa letiva, tenho uma lista de coisas que gostava de cumprir, mas que parecem cada vez mais distantes, pela sonolência que se vai apoderando da minha pessoa.

A somar a isso tenho vontade de ler mais, mas cada vez que pego num livro vem-me uma vontade enorme de me virar para o lado e voltar a dormir. Ou seja, até a fazer algo que realmente gosto tenho vontade de dormir e deixar o dia passar sem que faça algo produtivo.

A grande questão é: estarei eu verdadeiramente cansada e a precisar de repor os sonos, ou sou uma eterna preguiçosa que precisa de uma rotina para fazer algo de útil para si própria?

Resumidamente, para além de vos estar a informar que estou finalmente de férias, quero também dizer que precisava delas, mesmo quando achei que estava em perfeitas condições para começar já o próximo semestre. Apesar disso, tenho que começar a repor energias, porque esta vida de alentejana está a dar cabo de mim.

Este é o caminho...

Algures na minha vida decidi que uma das melhores formas de desabafar é escrever. Aliás, não foi uma decisão que tomei do dia para a noite, foi algo que foi fazendo parte da minha rotina, desde que me lembro de saber ler e escrever.

Com o passar dos anos, as responsabilidades aumentaram e o tempo livre diminuiu. À medida que eu me tornei cada vez mais exigente com tudo o que assumia como meu, acabei por entender que me estava a afogar numa angústia imensa sem que houvesse justificação.

Eu era uma miúda com uma vida normal, que se focava bastante na escola e se esquecia de viver o que se passava à sua volta. Apercebi-me, já no secundário, que me fazia falta escrever, andar com o meu caderninho atrás e despejar tudo o que me vem à mente, nem que seja uma simples frase.

No 12º ano comecei a fazer voluntariado e entendi que essa era outra das peças que me fazia falta, porque me faz sentir útil, mesmo que por coisas bastante simples que acabam por marcar a diferença.

A tudo isto juntou-se a fotografia, nem sei bem como, nem porquê. Quando percebi a paixão era quase tão grande como a que sentia pela escrita. Por momentos, chegou mesmo a substituir a minha necessidade de escrever.

O primeiro ano em Lisboa foi complicado. Foi o ano em que cresci mais, aliado ao facto de ter feito algumas mudanças bruscas na minha vida. Desleixei-me na escrita, na fotografia e no voluntariado. Estive o ano praticamente todo bastante instável emocionalmente, cheguei a estar doente semanas seguidas. Nunca soube as razões de tanto alto e baixo.

Mudei de curso. Tenho o triplo do trabalho, escrevo, saio por aí a captar momentos e dou aulas uma vez por semana na Universidade Sénior, de fotografia.

Estou no fim do primeiro semestre do que considero que vai ser o resto da minha vida profissional, com pouco tempo para respirar, mas realizada e cada vez mais empenhada.

Onde está a miúda instável? Não sei, mas deixe-se estar onde ficou, porque estou a gostar bastante do rumo que tudo está a levar.

Um início novo...

O meu dia hoje foi passado entre a ansiedade e a calma que me obrigava a ter. Chorei, disse a mim mesma para não me iludir, que tudo corre ao contrário do que desejo. Voltei a repetir que ia entrar, com toda a determinação. E o ciclo repetiu-se ao longo do dia.

Desde as 15 horas que estava constantemente a atualizar os sites onde poderiam existir os resultados. Desisti antes de jantar, já estava demasiado exausta, cansada de pensar e de querer respostas.

Não chorei, não tinha lágrimas, ao contrário do que achei que iria acontecer... Mas entrei!

Isto é o início do futuro que eu escolhi!