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Em Busca de Um Sentido

Tenho que te pedir que saias...

Entre folhas antigas escrevo-te de novo, como em tantos outros momentos. Escrevo-te como forma de me libertar das amarras que me autoimpus, no meio de uma descoberta interior que quero fazer, embora me prenda constantemente.

Longe dessas amarras sinto que posso ser por inteiro aquilo que me tenho impedido de ser sem perceber o que realmente estava a fazer.

A brisa vem, a brisa vai... E eu aqui sentada, entre pensamentos que sempre quis cortar, mas que hoje me permito agarrar e explorar, como forma de me conhecer para além do reflexo que vejo todos os dias ao acordar.

Quase sem ver, dei por mim no meio de mantas e lençóis que encharcaram com os mares que me corriam rosto abaixo... O mar ia e vinha, através de ondas que me estremeciam o corpo por inteiro e me afogavam aos poucos em pré-conceitos criados, com base em medos obscuros que muitas vezes me impediram de respirar.

E é por isso que hoje te escrevo... Porque a brisa que me levanta os cabelos está a limpar a alma que era receosa e aos poucos se torna segura nas suas imperfeições e que se abraça num gesto que conforta. Mesmo sem rumo definido, eu sei o que quero viver e tenho que te pedir que saias, aos poucos, para doer menos... Mas vai.