Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Em Busca de Um Sentido

Noite Mágica

Janeiro 24, 2019

Ontem fui ver o concerto do duo Anavitória. Foi uma decisão que demorou a tomar, porque fui adiando sempre a compra do bilhete, até que uma amiga minha que tinha comprado um, acabou por não conseguir ir e eu comprei-lho.

 

Sei que vou chegar ao fim do ano e dizer que este foi um dos melhores momentos do meu ano. Conheço o trabalho delas desde o início dos inícios, quando em Portugal ainda não passavam na rádio... Penso que ainda nem tinham lançado o primeiro álbum quando me apaixonei pela forma como as vozes delas casam.

 

Todos os meses, sem exceção, volto a ouvir os álbuns. Aquece-me o coração. Inspira-me. Sejam as letras, ou as melodias, há algo na música delas que me agarra e não me deixa parar de ouvir. Depois de descobrir a música quis saber mais sobre elas, as suas lutas e tudo o que viesse por acrescento. Criei uma imagem que tinha como inspiração: uma fé infinita nas pessoas e no facto de o amor ser a cura de todos os problemas. Nem falo de um amor romântico, mas sim amor pela vida, pelo mundo, por nós...

 

Confesso que tinha medo de me desiludir com o concerto. De chegar lá e ser apenas música, sem sentimento... Mas superaram tanto as minhas expectativas.

 

Assim que o concerto começou a torneira abriu e comecei a chorar. Não, não sou uma fã fanática. Mas as vozes, a melodia, o sentimento, as luzes, a paz que senti... Emocionei-me. E foi algo praticamente incontrolável, embora tenha aguentado... Até que a meio começaram a tocar só um piano, enquanto cantavam... Sim, voltei a chorar.

 

Foi maravilhoso. Foi lindo. Foi curto demais. Ficava ali pelo menos mais uma hora. Foi mesmo um momento bonito, tanto pela forma como elas interpretaram as canções, como por toda a energia que transmitem.

 

Se ainda não as conhecem, ou se só conhecem porque são as "meninas que cantam com o Diogo Piçarra", façam o favor de conhecer o trabalho delas!

Má gestão do tempo...

Janeiro 18, 2019

Vim a descobrir-me mais artística do que achei que seria e ao mesmo tempo que isso me dá uma força e magia diferente, a falta desse meu lado mais sensível às artes na minha rotina deixa-me melancólica.

 

O meu dia perfeito envolve um bocadinho de ciências (por alguma razão estudo numa faculdade de ciências), mas também tem que ter muito de música, livros, frases, pintura, fotografia, escrita... Mas os dias não têm todas as horas que eu gostaria que tivessem, pelo menos por agora, e acabo por deixar algumas coisas de parte.

 

Estou numa fase em que a universidade não me está a cativar tanto assim. Adoro aprender, e saber mais sobre todas as áreas que estudo, mas esta rotina de estudar tudo o que conseguir para depois ir despejar conhecimento num exame que dita o destino daquela cadeira, deixa-me nervosa e sem vontade de viver o que está para além disso. 

 

Sei que é um mal necessário para poder trabalhar na área que quero, para alcançar os objetivos que vou traçando para a minha vida, mas quando começa a interferir com a minha sanidade mental, preocupa-me. 

 

O pior é que está a interferir por falta de gestão de tempo. Eu ainda não consegui alcançar o equilíbrio entre tudo o que gosto de fazer, procastino imenso, durmo pouco e neste momento nem a alimentação está a ser a melhor. Depois o corpo sente-se e durmo doze horas de uma vez, troco os dias pelas noites e o ciclo de me sentir desmotivada mantém-se.

 

Não foi uma semana fácil. Mas está na hora de meter o ponto final neste ciclo de pouca vontade e poucos sorrisos. Está na altura de voltar a encontrar a paz que preciso para seguir com calma e força.

Tenho esperança...

Janeiro 16, 2019

Não são raros os dias em que olho à volta e me sinto eternamente grata a quem me permitiu que eu estivesse rodeada de pessoas inteligentes, esforçadas, sensíveis e empáticas. 

 

Dizem muitas vezes que a maior parte das pessoas muito inteligentes não têm sensibilidade, porque passam a vida a olhar para os livros na esperança de que isso lhes ensine o que é o mundo em vez de levantarem a cabeça e aprenderem-no com os seus próprios sentidos.

 

Quem diz isso não conhece quem eu conheço. Não vê a amiga que eu tenho, que se emociona com as desgraças do mundo, na esperança de um dia ter o poder de alterá-las, e que também me explica a medicina veterinária com uma doçura infinita. Não vê o rapaz que enche os olhos de água quando vê um sem abrigo, e que também devora livros de Física. Não vê os grupos de estudantes que se juntam para apoiar quem sofre com o preconceito da sociedade. Não vê o que eu vejo, e eu sinceramente tenho pena, porque o mundo visto daqui tem mais beleza e enche-me de esperança em relação ao que está para vir. 

 

Esta será a geração futura. Sim, muitos jovens adultos não são assim. Mas há tantos que o são, que quero acreditar que vão dar o exemplo de uma forma brilhante e vão mudar tudo quanto conseguirem, até alcançarem a paz que tanto procuram. 

Não quero ser um lápis azul...

Janeiro 14, 2019

Sou o meu lápis azul. Escrevo e rescrevo na procura constante de não ser direta demais... Na procura de não dizer tudo, porque isso é mostrar a essência do que construo na minha mente.

 

Sou o meu lápis azul quando não agarro nas ideias que me ocorrem, chegando ao ponto de censurar a sua exteriorização...

 

Sou o meu lápis azul quando não escrevo o que a inspiração me oferece e quando me imponho limites que não tenho que ter... O céu é o único limite, não é?

 

Não quero ser um lápis azul... Quero ser o céu, que tem a mesma cor mas me permite ter a liberdade de espírito que quero como característica minha... 

 

Quero ser o céu que me permite usar as asas dos meus sonhos e voar para onde me sentir mais feliz, mais eu e mais minha.

 

Quero ser tudo aquilo que me der liberdade de explorar o mundo e tudo aquilo que eu posso ser nele... Quero ser eu em todas as minhas dimensões e mostrá-las sem receios. Quero descobrir-me e ser plena nessa descoberta... Quero ser... Mas não um lápis azul.

Havia o mundo para descobrir...

Janeiro 11, 2019

Tinhas tudo para ser o amor de uma vida, mas algures no tempo o destino quis pregar-nos uma partida e isso não aconteceu...

 

Quis durante anos que todas as minhas inseguranças se desvanecessem, de forma a ter direito a uma história digna de uma comédia romântica... Só passado muito tempo entendi que a vida podia ser muito mais do que isso... Que havia o mundo para descobrir, tanto o exterior quanto o interior...

 

Infelizmente o teu amor não me era suficiente... Era como um abraço muito apertado. Apertado demais. Sufocante. Não me deixava respirar. Eu não conseguia olhar para além desse aperto, para além do horizonte que sem intenções me impunhas...

 

Havia a história que íamos construindo... Ou que tu construias e eu aceitava, confesso que tudo são memórias perdidas... Vamos viver juntos um dia. Eu sabia que não aconteceria. Não era falta de amor por ti, era falta de amor por mim. Como seria possível viver o que me davam, se eu nunca tinha sido capaz de agarrar o que tinha para mim? 

 

Por vezes acreditei que estava pré-destinada a fracassos amorosos... Tudo haveria de estar aquém das minhas expectativas... Sempre quis mudar tudo, para que ficasse à minha medida, à medida dos sonhos que escrevo em folhas soltas... Olha para mim, agora, a viver um amor com tudo o que tenho, passados tantos anos...

 

Em todos os sonhos e textos bonitos em que te inclui, estava uma pessoa a escrever que não era eu... Transformava-me em alguém que oscilava entre um estado de perdição de amor e um outro estado de raiva que desconhecia em mim. Num dia queria casar contigo e nunca mais te deixar, para que no dia seguinte te fechasse a porta na cara, após mais uma briga sem noção.

 

A ti só tenho que agradecer. Pelo bom, pelo menos bom e pelas marcas que deixaste. Marcas essas que me mostram aquilo que não quero para mim e aquilo que não quero ser para os outros. Contigo fui a pior versão de mim própria.  A versão que se odiava e que odiava o mundo. A culpa nunca foi tua... Aliás, ninguém teve culpa. Sabes disso, não sabes?

 

Crianças a querer viver amores de adultos são só amostras de sonhos que não se concretizam... Cada segundo foi uma aprendizagem e lidar com a falta que escolhi ter fez-me entender que tenho que estar sempre em primeiro lugar, seja em que situação for. Primeiro a minha sanidade mental. Primeiro o meu equilíbrio. Primeiro o meu sorriso. Primeiro tudo o que me faz sentir viva... E eu tinha-me esquecido. 

Pág. 1/2

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.