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Em Busca de Um Sentido

Viveremos num mundo de psicopatas?

Hoje deixo-vos apenas com uma questão... Vivemos num mundo de psicopatas, ou eu sou demasiado inocente or não conseguir entender a frieza de alguém matar um familiar e ir espalhar cartazes à procura do mesmo?

Vamos ser sinceros... No último mês, quantos foram os casos de homícidios entre familiares em que os assassinos se tentaram passar por vítimas em luto?

Reencontros Inesperados

Hoje foi um dia complicado. Tanto pela carga horária quanto pelo meu estado emocional. Não me sentia com vontade de viver o que existia para aproveitar.

Apesar disso, aceitei ir passear com duas amigas minhas, passeio esse que acabou na residência de uma delas. Quando estava prontíssima para sair, dou de caras com um dos rapazes que fazia parte do meu grupo de amigos do secundário. Fiz uma festa, mas antes tive que perguntar se me estava a conhecer, porque ele estava a olhar para mim super espantado quando lhe falei. 

A verdade é que nenhum de nós estava à espera daquele momento, e foi super engraçado a forma como agimos, porque foi exatamente como se estivéssemos de novo no secundário... Ele respondeu logo que era óbvio que me estava a conhecer, mas que era a última pessoa que esperava ver na residência dele, àquela hora.

Já não nos víamos há dois anos. Ficou a promessa de um café e de nos vermos mais vezes, agora que sabemos que estamos perto.

Pelo menos um dia que começou menos bem, acabou melhor!

Gosto de educação!

Gosto de pessoas e gosto ainda mais quando estas são educadas.

Sou naturalmente educada, e por favor, não confundam simpática com educada. Fui ensinada a usar as palavras mágicas e cada vez que elas me falhavam ouvia "não foi assim que eu te ensinei, o que é que se diz?". Óbvio que não me bastava que me ensinassem, ver o exemplo é o melhor e os meus pais são bastante educados com toda a gente.

O que acontece é que, desde que vim para Lisboa, é muito difícil arrancar um "bom dia" de alguém e isso faz-me comichão, até porque estou a falar de pessoas que contactam comigo diariamente/semanalmente. Para acrescentar, ainda olham para mim como se eu sofresse de uma doença em estado terminal. "O quê? Bom dia? Mas esta agora está a falar comigo?".

Não consigo aceitar falta de empatia com as pessoas, porque a verdade é que seja a quem for, faz diferença receber uma palavra mais atenciosa, seja o "olá, como está?" ou o "desculpe" quando se pisa o pé de alguém na correria desta cidade.

Sinto bastante a falta da reciprocidade visto que venho de um meio pequeno, em que, se não for atenciosa, daí a dois segundos tenho a minha mãe a perguntar porque não disse nada à D. Maria que calhou a passar por mim.

E ainda me causa mais comichão saber que os mesmos que hoje não me devolvem a palavra daqui a uns anos são capazes de me mostrar um sorriso amarelo no meio de um "Bom dia, Sra. Engenheira". Realmente, há muita gente a viver de e para aparências, e saber disso dá-me cabo do pouco juízo que ainda tenho...

A sorte que tenho...

O dia termina e mais uma vez tu não estás aqui. Sei que não é por falta de querer, e do alto da minha independência digo que não preciso de ti, que isso é uma parvoíce... Era o que faltava, precisar de companhia para dormir.

Mas a verdade é que, não preciso, mas faz falta. A minha cabeça deitada no teu peito, os teus dedos a pentearem-me o cabelo... Tu não sabes, mas durmo sempre melhor, quando durmo contigo. Há toda uma sensação de segurança que não sei explicar... Há quem diga que é amor... Será?

As saudades que tenho tuas crescem a partir do momento em que os meus olhos deixam de te ver e aqui fico, a viver a minha rotina, sem ti. Não me queixo, atenção! Sou feliz com o que tenho, gosto de tudo o que a vida me proporciona... Mas gostava de ter mais tempo contigo, conosco.

Talvez um dia isso venha, e aí eu diga "maldita a hora em que pedi isto", mas sabes que vai ser exagero, como sempre... E no fim tu vais sorrir... "Só sabes refilar?"

E eu olho-te com a mesma ternura de sempre, a pensar na sorte que tenho por ter alguém como tu para partilhar as minhas histórias.

Tenho Medo De Sair De Casa Sozinha - Bárbara Cardoso

Há uns meses escrevi sobre assédio sexual, num momento de revolta em que precisava de falar e defender os meus direitos enquanto mulher. A verdade é que não conheço nenhuma mulher que nunca tenha sido assediada, e tal como a Bárbara acho que é necessário tocar no assunto, e que isso não significa banalizá-lo.

Vejam o vídeo, tirem 20 minutos do vosso dia e percebam que mandar piropos, mensagens "inocentes" e tudo o mais que possam pensar, provoca medo em nós, mulheres. São comentários desses que nos fazem sentir inferiorizadas, ter nojo de nós próprias e ter medo de simplesmente sair à rua.

Por favor, analisem os vossos comportamentos e tentem ser melhores todos os dias, vocês, homens e mulheres, que educam crianças e devem ensinar o certo e o errado e assim começar a mudança. 

Às vezes uma simples frase pode ser o gatilho para criar em alguém todo um conjunto de inseguranças, tenham atenção.

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