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Em Busca de Um Sentido

19
Jul18

Partilho ou não?

Tatiana

Daqui a menos de 48 horas vou estar em Espanha, a fazer algo que sempre quis fazer: voluntariado internacional. Para além disso, tenho uns dias reservados para passear e conhecer um pouco dos sítios por onde for passando.

 

Não vou levar computador, pelo que me vai ser difícil partilhar o que for vivendo na própria altura, mas lembrei-me de levar um caderno pequeno e todos os dias ir escrevendo o que senti, vi e quando chegar a Portugal partilhar esse registo, talvez acompanhado de algumas fotografias.

 

O que me dizem? Acham que seria um projeto interessante?

19
Jul18

"Desculpa" como reflexo...

Tatiana

Sou uma dessas pessoas que pedem desculpa umas vinte vezes no dia. Para mim é efetivamente um reflexo, algo que eu só percebo que disse depois de dizê-lo. Peço desculpa por falar alto, por rir compulsivamente, por sentir demais, por ser sensível em alturas em que devia ser forte, por tropeçar, por andar devagar... Basicamente, eu peço desculpa por cada detalhe que penso que pode incomodar as pessoas com quem estou a interagir. É como se sentisse que lhes estou a faltar ao respeito, e por "educação" devo pedir que me desculpem. Chego até a iniciar frases com "desculpa, mas...".

 

E sim, eu sei que há situações em que se deve utilizar essa expressão, mas não devia ser apenas quando efetivamente fizemos algo de errado e nos arrependemos disso? Por ser uma expressão usada tão frequentemente não lhe estamos a tirar os sentimentos que lhe deveriam estar associados?

 

Apenas recentemente me apercebi de como me culpabilizo constantemente por coisas mínimas e o quanto isso pode afetar a forma como vivo a minha vida... A verdade é que se eu mudasse certas características minhas, pelas quais me desculpo, eu deixava de ser a pessoa que sou e isso não é algo que eu queira.

 

A necessidade de estar sempre a agradar quem me rodeia causa-me uma ansiedade enorme e o peso com que vou vivendo para não sair da linha é complicado de gerir...

 

Assim sendo, deixo-vos o vídeo que me levou a escrever este post e que me fez entender que não tenho que ter medo de ser quem sou e que se usar outras palavras continuo a ser educada e não me estou a culpar.

 

 

Estou num percurso de auto-conhecimento em o processo de substituir palavras que me fazem mal tem-me levado por um bom caminho e descobrir este tipo de conteúdo é refrescante.

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