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Em Busca de Um Sentido

09
Abr18

Querida ansiedade...

Tatiana

Querida ansiedade,

 

Escrevo-te para te pedir que me deixes viver a minha vida com calma, sem ter a constante necessidade de ter controlo de tudo e sem sentir que tenho que ser perfeita. Sei que sou uma casa confortável para ti, por pensar demais e por ser preocupada com tudo o que me rodeia... Torna-se fácil para ti alastrares-te como um tremor de terra por todo o meu corpo e fazeres dos meus olhos nascentes de um rio.

 

Nem sempre consigo proteger-me de ti, há alturas mais sensíveis do que outras, mas se sabes que não preciso de ti, porque ficas? Qual é a necessidade de me tirares os pés do chão e trazeres-me pensamentos que não me deveriam pertencer?

 

Chegas e fazes com que eu perca a noção de tudo, seja tempo, tarefas ou até mesmo local. Chegas e impedes-me de ser a jovem pacífica que deveria ser, fazendo com que me torne um poço de medos e inseguranças que não consigo afastar. Bloqueias-me os pensamentos, ao ponto de precisar de estudar e não conseguir sequer fazer algo que sabia de cor há pouco tempo. Tiras-me o sono, o apetite, a vontade de rir e fazes de mim alguém instável, alguém que não quero ser...

 

Parece que quanto mais te combato, mais crias raízes no intímo do meu ser, sem autorização ou aviso prévio. Podes, por favor, dar-me uma oportunidade de viver sem ti e conseguir aproveitar tudo o que o mundo tem para me oferecer? Estás a prender-me. E isso dói... Dói tanto. 

 

Procura a felicidade noutro lado, porque eu preciso disso para ser feliz. Obrigada,

 

Tatiana

02
Abr18

Páscoa na Alemanha

Tatiana

Encontro-me sentada no sofá de uma casa que não é a minha, mas que adoro como se fosse. Num país que não é o meu, rodeada das pessoas que são a minha família e que me receberam de braços abertos desde o primeiro segundo, para uma Páscoa que já passou.

 

Sempre achei que este dia estava bastante distante. Não imaginei que iria chegar tão depressa, mas ainda bem que chegou, porque as saudades transbordavam no meu pequenino coração... Muita gente não consegue perceber o apego que tenho à minha família, mas eu amo-os com toda a força que tenho e por mim tinha-os sempre por perto.

 

Passei os últimos dias na Alemanha, rodeada de amor, risos e calor. Conheci o meu primo mais novo, que tem um ano e pouco, nascido já aqui, filho de um primo meu e foi maravilhoso.

 

Até o S. Pedro ajudou, visto que nos deu ótimos dias para passear e aproveitar o que queríamos visitar.

 

Tudo me pareceu surreal, um sonho a ser realizado. Apesar de ter consciência de que estava fora do meu país, senti-me tão segura que custou-me a acreditar que realmente tinha apanhado aquele avião... Foi a primeira viagem que fiz de avião e vim com os meus irmãos.

 

Hoje é o meu último dia por aqui e já me está a chegar a nostalgia, por saber que falta um tempinho para voltar a ver os meus tios e os meus primos... Custa-me ir embora e deixá-los aqui, mas a vida é assim e sei que aqui estão melhor.

 

Fica a promessa de voltar assim que consiga, e o fascínio por um país que embora seja desenvolvido tem uma aparência rústica e natural.

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