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Em Busca de Um Sentido

Instabilidade

Março 25, 2018

Há exatamente quatro anos escrevi este texto no meu diário (que já não uso, por perguiça, mas devia). É engraçado ver que por muito que cresça alguns sentimentos pressistem e esta necessidade de ser compreendida e de me compreender é um desses sentimentos.

A Tati Escreveu.png

 

Évora, 25 de março, 2014

 

Acho que cheguei a um momento de pausa para pensar e organizar cada pensamento... Falo, ou pelo menos tento falar, no entanto as palavras falham-me e não me expresso da forma correta... Tenho-me perguntado tantas vezes se sou compreendida que me esqueci de reparar que eu mesma não me compreendo. 

 

Há pensamentos que surgem do nada e que me deixam a pensar que aquilo não é meu, eu não sou assim, mas o pensamento não é algo que vem doutra pessoa, é nosso. Logo, eu sou assim. Se me aceito? Talvez não, há dias mais fáceis que outros.

 

Num momento adoro a pessoa que sou, e no outro tenho vergonha de mim mesma. Sei que iso não é bom. Se eu não me amar dificilmente alguém me vai aceitar como sou sem reclamar.

 

A instabilidade toma conta de mim a cada segundo e eu só tenho que aprender a controlá-la. É minha obrigação, meu dever... Até pode ser difícil, mas tenho que acreditar que sou capaz, mesmo que não queira acreditar. Talvez só tenha que fingir que ela não existe, esta instabilidade que me domina...

Amo amar-te.

Março 22, 2018

E cá estou eu de novo. À beira rio, de mão dada contigo e com toda a liberdade que me fazes sentir. Disseram-me que isto iria acontecer... Sentir-me livre quando encontrasse a pessoa certa. E eu só consigo pensar que andei a esconder-me de ti e de nós este tempo todo, quando podia ter largado todos os meus medos e dizer-te "és tu".

 

Mas a coragem faltou-me e eu deixei o tempo passar... Mas passou apenas até eu conseguir dizer-te que o meu lugar é aqui: ao pé de ti e deste rio que ouve confidências e guarda segredos só nossos. E por mais que te escreva e te diga tudo o que ficou por dizer, sinto que não é o suficiente.

 

E por isso continuo a ocupar estas linhas enquanto me lembro das gargalhadas, do meu cabelo a voar, da felicidade que nos rodeava e do bater do meu coração, sempre acelerado quando estás por perto. Chego a acreditar que ele pressente a tua chegada antes de eu a notar.

 

Só queria dizer que te amo. Mesmo que amanhã diga outra coisa. Hoje amo-te, e amo amar-te. 

 

Fazes-me feliz.

Foi um dia bom...

Março 21, 2018

Há dias que correm particularmente bem. Nós nem sabemos o porquê de sentirmos as boas vibrações a alimentar-nos a alma, mas saímos da cama a perceber que o dia vai ser render, mesmo quando os últimos dias têm sido cansativos e melancólicos.

 

Hoje foi um dia excecionalmente positivo. Não ganhei o euromilhões, não descobri a cura para uma doença, mas encontrei um ponto de inspiração que nem sabia que iria existir.

 

Há umas semanas que ando mais embaixo... Tenho publicado por aqui textos escritos há algum tempo, mas que sem querer acabam por revelar um bocadinho do peso que tenho sentido. Peso esse que vem apenas das minhas inseguranças, da minha falta de autovaliação positiva, da minha necessidade de me meter o mais na Terra possível para não me desiludir. 

 

O problema começa quando deixo de festejar as coisas boas que me vão acontecendo e me foco apenas nas que me fazem arrastar os pés na esperança que o destino se encarregue de construir o lugar a que quero chegar. E esqueço-me de que sou eu quem constrói o meu caminho. Melhor ou pior, mas faço-o.

 

E hoje foi o dia em que eu olhei à minha volta e percebi que algures em mim existe potencial, como há em qualquer pessoa, e que preciso de acreditar mais nisso. Hoje foi o dia em que eu olhei para alguém que admiro e reparei que é possível alcançar o sonho que estou a alimentar, e que tenho que me esforçar para conseguir fazer com que se torne realidade. Basicamente, descobri que um professor meu, para além de ter uma carreira bastante positiva nas ciências, escreve romances. Uma pequena motivação para a pequena criança que existe em mim.

 

Sabem? Hoje foi mesmo um dia bom, e espero que consiga levar esta positividade ao longo do semestre. Estou a precisar!

Quando me vão perceber?

Março 18, 2018

A Tati Escreveu.png

 

Évora, 8 de março, 2014

 

Gostava de saber quando é que o mundo me vai perceber! Será que sou complicada ao ponto de ninguém compreender o que digo e sinto? Agora tudo o que falo é mal interpretado. Custa, mas é a verdade... Talvez seja a forma como falo... Afogo-me nos meus pensamentos aos poucos e depois disparo-os todos misturados... 

 

Talvez a complicação esteja em mim e não nos outros... Talvez o erro esteja presente na minha mente e não na compreensão dos outros... Sou livre para me expressar, mas encontro-me limitada por quem me ouve... Não tenho obrigação de agradar ninguém, mas encontro-me a obrigar-me a agir de forma a que agrade...

 

E ainda me pedem justificações para pensar da forma que penso quando sabem que o pensamento é algo espontâneo...

Tenho saudades...

Março 15, 2018

Tenho saudades das tardes passadas sentada debaixo da mesa de trabalho do meu avô, num enorme plástico, enquanto brincava com os restos da cera que ele moldava. Tenho saudades do cheiro da cura das abelhas. Tenho saudades do cheiro das flores acabadas de florir.

 

E vou dizendo que tenho saudades, enquanto a lista de tarefas aumenta, eu cresço e o meu avô vai-se enchendo de cabelos brancos e cansaço próprio da idade.

 

Sou a primeira a dizer que é hora de parar, que a idade não perdoa e que tamanho trabalho não é para ele. Quero ao máximo preservar a sua saúde, uma vez que o medo que tenho de também o perder só vai crescendo.

 

Apesar disso, sei o quanto vou sentir falta de ouvir "fui às abelhas" e o quanto quero reservar um tempo para ir com ele - apesar do receio que tenho de ser picada. Então cada vez insisto menos na ideia dela virar as costas à sua paixão... Porque sei que é o que o faz feliz e que um dia talvez eu sinta a mesma paixão por algo e vou querer aproveitá-la até ao fim.

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