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Em Busca de Um Sentido

Eu e o Carnaval, o Carnaval e eu...

A minha relação com o Carnaval é uma relação de amor-ódio.

Nunca fui daquelas crianças que andava atrás da mãe a implorar por um disfarce novo - que eu me lembre. No entanto, gostava de me mascarar para andar com os meus amigos da escola a brincar. Mas gostava ainda mais de analisar as outras pessoas disfarçadas e de ver os desfiles que existem para esse propósito. Para mim o Carnaval só faz sentido por isso. 

E vocês perguntam-me... Porque falaste em ódio, então? 

Eu explico... Sempre fui uma criança medrosa. Sabem aquelas miúdas que não podem ouvir um grito que começam logo a chorar? Eu era dessas. Ver princesas e desenhos animados era ótimo, mas monstros? Sabem lá o medo que isso me metia...

Assim sendo, um belo dia, estava a pequena Tatiana a brincar na sala da sua avó, de janela aberta, já de noite, quando três ou quatro adolescentes - esses malditos - têm a infeliz ideia de gritar com a cabeça encostada ao vidro da janela. Não existiria problema se fosse apenas isso, o problema nasceu quando as benditas criaturas decidiram fazer isso com máscaras horríveis.

Eu fiquei em completo pânico... A imaginação de uma criança é traiçoeira e eu na altura não consegui entender que eram apenas pessoas idiotas que acharam que teria piada andar a assustar pessoas pela aldeia, mas a verdade é que isso fez com que eu deixasse de achar graça ao Carnaval. E assim continuo até hoje...

E vocês? Gostam do Carnaval? Costumam aproveitar esta altura do ano para se mascararem?

Permite-te sonhar!

Não ajas como se eu não soubesse o que pensas. Eu sei, sonho demasiado alto. Não me venhas informar de algo que eu sei de trás para a frente, de algo que eu até já decorei para não cair no erro de me magoar de novo. Não me venhas com "não sonhes tanto, não vais conseguir, desiste já" porque isso só vai fazer com que eu lute ainda mais, para mais tarde te mostrar que sou capaz do que eu quiser.

Eu também sei que tu sonhas para além das nuvens e me falas assim por causa da tua insegurança. Porque não admites?

Não vês que te percebo? Sonha o quanto quiseres! Por favor... Tu consegues tudo, consegues ir além deste mundo e do outro, se for necessário... Nunca desistas daquilo em que acreditas.

Sabes como podes fazer com que a tua vida valha a pena? Sonhando. Mas não sonhando apenas porque sim, sonha com o objetivo de realizares esse sonho. E depois? Depois procuras outro sonho. Não deixes que a tua imaginação pare, no dia em que isso acontecer tu paras também.

A vida só tem algum sentido se nós sonharmos, se permitirmos que a nossa imaginação voe... Senão o que seria de nós nesta rotina teimosa?

Não quero acordar sem um motivo, mas também não quero que me seja oferecido um motivo, quero procurá-lo todos os dias. O meu maior fim é arranjar uma razão para ser feliz, porque não somos felizes apenas porque sim, temos que ter razões...

A minha felicidade, neste momento, é orgulhar as pessoas que gostam de mim... E a tua? Já pensaste qual é?

Não deixes a tua felicidade depender dos outros, pelo menos não a 100%, porque como todos sabemos, a maior parte da nossa felicidade acaba por ser fruto das relações que temos e mantemos.

Procura a tua felicidade na realização dos teus sonhos... Tem esperança, vais encontrá-la!

Este texto foi já publicado aqui anteriormente, mas relê-lo fez-me bem. Espero que tenha o mesmo efeito em vocês!

Redes Sociais e as Vidas Perfeitas

Vivemos num mundo em que somos constantemente confrontados com vidas aparentemente perfeitas.

Pessoas que partilham as suas viagens a sítios deslumbrantes, que têm relações maravilhosas e são igualmente fascinantes... Pessoas que têm toda uma vida materialista que por alguma razão nós ambicionamos...

Chegamos até a invejar aquela cintura 34 de quem mal come, a pele lisa de quem se enche de maquilhagem cara ou então o namorado lindo que apenas serve para posar para as fotografias. E aquela vivenda espetacular? Que sonho de vida...

Ficamos presos de tal forma a esse mundo que não é nosso, que queremos absorver tudo o que podemos e esquecemo-nos de que também nós temos uma vida que pode ser espetacular à nossa maneira. Passamos os dias a ver os milhares de vídeos, as centenas de fotografias e não saímos desse ciclo vicioso por estarmos constantemente à procura da fórmula mágica que nos vai dar a solução de que precisamos.

Mas os dias passam... E cada vez nos sentimos mais deprimidos... Não conseguimos entender porque é que só connosco é que não resulta, se fizemos tudo como mostram que deveria ser feito... E esquecemo-nos da parte mais importante... Não é por fulano parecer extremamente feliz na sua vida que nós vamos conseguir alcançar exatamente o mesmo nível de felicidade caso alcancemos as mesmas metas.

Por outro lado, nós não sabemos o que as pessoas enfrentam diariamente para conseguirem tudo o que mostram ter. Não sabemos a que tipo de situações se submetem para poderem dar aquele ar de plenitude e de quem não se preocupa com problemas reais... E se soubéssemos, será que iríamos continuar a invejar?

Está na hora de estabelecermos as nossas próprias metas, lutarmos por coisas que realmente nos acrescentam e nos vão fazer sentir a felicidade de termos algo único, nosso. Para quê observar a vida dos outros quando podemos ter uma nossa e fazer dela o que quisermos?

Desapega-te do que não é teu e vai ser feliz...

Mais uma história...

Releio textos antigos que retratam sentimentos dos quais nem me recordava e percebo o quanto fui mudando com o passar dos dias, que se tornaram meses e um dia serão anos... Mudei ao ponto de as palavras parecerem ter sido escritas por outro alguém, mais sensível, mais imaturo, mais impulsivo... Mais incompreensivo.

Sei contar a história por alto, como aqueles contos que os nossos avós nos contam quando somos pequenos e irrequietos.

Lembro-me do calor que aqueles risos me davam, do frio na barriga que sentia quando olhava aqueles olhos, do nervosismo que sentia quando existiam planos entre nós...  E lembro-me das palavras ditas nos momentos de discussão, das lágrimas que foram plantadas por aí, sem necessidade... Porque na verdade eu consigo perceber que estou mais feliz, mais calma, mais mulher... Até noto que a atual relação que tenho me faz sentir muito mais realizada e plena.

Mas salto da cama a sentir-me em baixo porque te tenho na minha cabeça, porque não consigo apagar recordações que ficaram gravadas ao longo dos anos...

Só sei dizer que tudo poderia ter sido tão melhor, tão menos doloroso, tão mais saudável... Mas depois percebo que tudo o que disse ser amor não o era, porque se o fosse permanecia, e olho para as estrelas para perceber que nem elas duram para sempre, como iria durar uma relação destinada ao fracasso?

Lembro-me de tudo como se tivesse sido outra vida, uma em que eu tinha planos diferentes e irrealistas... Aliás, parece ter sido tudo escrito num livro que li há séculos, mas que mantenho guardado na prateleira. No entanto, quando olho para a lombada imagens percorrem-me a mente e volto a um ciclo que não queria para mim.

É como se quisesse esquecer tudo com força suficiente para nem me lembrar dos pormenores... As recordações surgem, mas sem ligação entre si. Vivi uma vida em que o círculo de pessoas que me rodeava era aquele que eu achava que iria de mãos dadas comigo até ao infinito...Mas não veio.

E eu sei que se me ligasses eu iria provavelmente rejeitar a chamada, mesmo que me doesse mais do que tudo neste mundo, mesmo que continue a mandar mensagens para saber se estás bem, mesmo que no fundo queira que se apaguem as más memórias e fique a amizade que se tinha... 

Lembro-me levemente do teu sorriso... O que me faz perceber que talvez daqui a vinte anos cada um tenha a sua vida e contemos a nossa história por aí, sem sequer nos lembrarmos dos rostos, uma vez que tal como eu deves ter apagado as fotografias que poderiam ter ficado...

Garanto-te que não guardo remorsos... Apenas tenho pena de esta ser apenas mais uma história mal resolvida na minha vida, embora tenha consciência que seja impossível de resolver. E a culpa é dos dois...

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