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Em Busca de Um Sentido

A Tati escreveu...

Janeiro 28, 2018

Eu não sei o que se passa comigo, mas as férias deram-me uma produtividade que estava já a fazer falta e que me está a deixar super motivada para concluir tudo a que me proponho!

A Tati Escreveu.png

 

Há umas semanas a minha mãe teve que procurar uns papéis no meio das minhas coisas lá em casa e deu com alguns cadernos que eu fui escrevendo durante o básico e o início do secundário. Como é óbvio, ela foi e leu tudo. No fim, ligou-me e disse "Sabes aqueles cadernos todos? Não podes guardar só para ti."

 

Eu fiquei com aquilo na cabeça e quando fui a casa agarrei em tudo o que coube dentro da mala e decidi que iria copiar tudo para o computador. Assim sendo, venho informar-vos que a partir de Fevereiro todos os vossos domingos vão ter direito a "A Tati escreveu..." (até que as pérolas se esgotem).

 

Vão existir declarações de amor, revoltas interiores e desabafos dos quais eu nem sequer me lembrava... E só vos digo... Espero não me arrepender, porque quando releio tudo sinto vergonha de mim mesma!

 

Não se esqueçam que estou a receber perguntas para o Question Day, vão lá e deixem a imaginação fluir... Fico à espera!

Admiro...

Janeiro 27, 2018

Admiro quem tem capacidade para ter um post novo praticamente todos os dias no blog e que para além disso tem uma vida agitada por trás das letras e dos textos bem escritos e coerentes.

 

Admiro quem tem inspiração para pegar num dia que não teve nada de diferente e analisá-lo de uma forma tão perspicaz que daí surge a ideia inicial do que escreve e sonha.

 

Admiro pessoas reais, com vidas banais que sabem dar a volta por cima e fazer com que o banal vire especial em menos de um segundo.

 

Admiro tudo o que me faça sentir "um dia quero poder ser um bocadinho disto", porque tudo o que vou vendo, sentindo e aprendendo me deixa um bocadinho mais perto da pessoa que eu ambiciono ser.

 

Admiro quem tem força para se levantar todos os dias da cama com um sorriso na cara, mesmo que esteja a passar um mau bocado, ou simplesmente tenha dormido mal, porque eu sou incapaz disso.

 

Admiro quem me faz sentir calma e descontraída, porque eu tenho consciência da dificuldade que é manter-me serena por um longo período de tempo.

 

Já vos disse que vos admiro? Admiro-vos.

É segredo...

Janeiro 25, 2018

Num dia em que pouco tinha para fazer, com os meus catorze anos, recebi uma mensagem de um rapaz que eu não conhecia de lado nenhum. Por alguma razão dei-lhe conversa... Uma daquelas coisas de miúda que faz as coisas só porque sim e porque está aborrecida. Tinha a certeza que nunca iria conhecer aquela pessoa, mas naquele momento apetecia-me conversar...

 

Achei-o atirado, com a mania que era bom e engraçado... Como qualquer adolescente, fiquei interessada... Uma autêntica parvoíce. Como é que estava a ficar interessada em alguém com quem nunca iria poder estar?

 

A verdade é que daí surgiu uma amizade, visto que dificilmente poderia desenvolver-se um romance, por muito que de brincadeira alimentássemos essa ideia. Foram existindo uns namoros pelo meio, uns mais sérios que outros... Cheguei a achar que uma das relações que tive, que acabou por durar 3 anos e pouco, iria ser o resto da minha vida.

 

Várias foram as voltas dadas... Muitas coisas aconteceram que me fizeram acreditar que o melhor para mim seria virar as costas àquele rapaz que conheci online, visto que já não tinha mais 14 anos e que os anos foram passando sem nunca sequer lhe dizer um "olá" cara a cara.

 

No entanto, o tempo passou, e eu fui sempre ficando. Algo me prendia, mesmo que eu quisesse ter força suficiente para desapegar... Se eu nem sequer conhecia a pessoa deveria ser mais fácil, não é? E com este vai, não vai, com tantas histórias à mistura, eu fui-me deixando ficar até passarem 5 anos.

 

Conseguem acreditar? A tontinha que se achava super independente, que odiava rapazes, que era (e é) super melodramática, conseguiu manter-se a falar por mensagens com a mesma pessoa praticamente todos os dias durante 5 anos, sem nunca sequer sentir um abraço e a sentir-se cada vez mais conectada.

 

A verdade é que me mudei para Lisboa, com um bocadinho de esperança de ter aquele amigo na minha vida e deixar de lado a palavra "virtual" quando falava dele. Tudo aquilo me deixava nervosa, mas feliz ao mesmo tempo, porque era algo que eu queria muito e era uma pessoa especial para mim.

 

Estou há um ano e meio em Lisboa... Meio ano de namoro com esse rapaz que há quase seis anos se meteu comigo nas redes sociais. E sabem uma coisa? Estou cada vez mais apaixonada... Mas não lhe contem, é segredo.

Vergonha Alheia

Janeiro 19, 2018

Ultimamente tenho-me deparado com imensas pessoas a falar ao telemóvel de problemas familiares e super pessoais, quase aos gritos e quando alguém lhes pede silêncio ainda se indignam.

 

Será que sou só eu que sinto imensa vergonha alheia quando me apercebo do que está a acontecer? Já presenciei estas coisas no metro, nos correios, no supermercado, sendo que nos correios a senhora foi alertada e quase por vingança ainda começou a falar mais alto.

 

Admito, sofro do síndrome da coscuvilhice. Por vezes o meu dia está a ser tão desinteressante que até me calha bem ouvir toda uma novela mexicana. No entanto, não deixo de me sentir mal, porque embora saiba que Lisboa é enorme, também sei que o mundo é pequeno o suficiente para que um dia se esteja a conversar sobre algo efetivamente "secreto" no meio de desconhecidos e apareça por lá uma cara conhecida.

 

Por estas e por outras é que evito fazer chamadas em público. Isto de ser uma linguaruda qualquer dia sai-me mal e não quero ter que lidar com as consequências disso.

Ouvi "férias"?

Janeiro 17, 2018

Durante estes dias tenho estado em casa. Não, não estou doente. E não, também não estou em Lisboa. Estou em casa, casa. No meio do Alentejo, onde nada acontece - a não ser um sismo que me acordou e me ia matando de susto e uma escola secundária que fechou por tempo indefinido porque lhe faltam condições, a mesma escola onde algumas pessoas me ensinaram o que me permite ser o que sou.

 

Apercebi-me de várias realidades que na correria da capital me estavam a escapar. Não por eu ser desatenta, mas porque não parava tempo suficiente, uma vez que passava o dia numa correria imensa ou demasiado focada nos exames que tinha que fazer. 

 

A verdade é que quando não estou em tempo de aulas, é difícil tirar-me de casa... No entanto, isso implica que escrevo menos, fico mais preguiçosa, durmo mais durante o dia e passo a noite ansiosa. Apesar desta pausa letiva, tenho uma lista de coisas que gostava de cumprir, mas que parecem cada vez mais distantes, pela sonolência que se vai apoderando da minha pessoa.

 

A somar a isso tenho vontade de ler mais, mas cada vez que pego num livro vem-me uma vontade enorme de me virar para o lado e voltar a dormir. Ou seja, até a fazer algo que realmente gosto tenho vontade de dormir e deixar o dia passar sem que faça algo produtivo.

 

A grande questão é: estarei eu verdadeiramente cansada e a precisar de repor os sonos, ou sou uma eterna preguiçosa que precisa de uma rotina para fazer algo de útil para si própria?

 

Resumidamente, para além de vos estar a informar que estou finalmente de férias, quero também dizer que precisava delas, mesmo quando achei que estava em perfeitas condições para começar já o próximo semestre. Apesar disso, tenho que começar a repor energias, porque esta vida de alentejana está a dar cabo de mim.

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