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Em Busca de Um Sentido

Um início novo...

O meu dia hoje foi passado entre a ansiedade e a calma que me obrigava a ter. Chorei, disse a mim mesma para não me iludir, que tudo corre ao contrário do que desejo. Voltei a repetir que ia entrar, com toda a determinação. E o ciclo repetiu-se ao longo do dia.

Desde as 15 horas que estava constantemente a atualizar os sites onde poderiam existir os resultados. Desisti antes de jantar, já estava demasiado exausta, cansada de pensar e de querer respostas.

Não chorei, não tinha lágrimas, ao contrário do que achei que iria acontecer... Mas entrei!

Isto é o início do futuro que eu escolhi!

Sou ansiosa...

Hoje no ginásio o treinador olhou para mim e disse-me "tu és uma pessoa ansiosa, não és?". Levei a brincar e respondi-lhe que sim. Só depois de estar em casa deixei que esta pergunta ocupasse a minha mente...

Nunca escondi que sofro por antecipação, que sou ansiosa, que por vezes tenho ataques de ansiedade e que em raros momentos cheguei a ter ataques de pânico. No entanto, surpreendeu-me que alguém que me conhece há um mês consiga perceber isso num contexto que me é neutro. 

A justificação para a pergunta foi "nota-se na tua forma de falar"... Será que isto é algo tão "grande" ao ponto de eu deixar transparecer no meu dia a dia?

Confesso que hoje foi um dia complicado. Acordei cedo, passei a noite às voltas na cama, comi pouco e andei atrás da minha avó nas compras. Para se juntar a tudo isto, estou a menos de 24 horas de saber o que me está destinado.

Toda eu sou questões... Não sei o que esperar, no entanto sempre que começo a ter dúvidas interiorizo "vou entrar, vou entrar, vou entrar".

O ano passado foi mais fácil. Estava entre Medicina e Ciências da Saúde, sabendo que o melhor para mim seria a segunda opção, por não saber minimamente o que queria fazer, a minha única certeza era a saúde. Hoje, passado um ano, eu tenho a certeza do que quero e tudo me parece tão incerto que só de pensar na hipótese de não entrar aperta-me o peito.

Espero que amanhã, por esta hora, esteja a chorar de felicidade. Espero pensar que sou uma tonta por sofrer tanto por antecipação. Mas hoje... Hoje só posso deixar-me levar pela música e pelas frases que vou escrevendo, porque estou ansiosa, para além do que já sou.

Torçam por mim!

Sou Anti-Praxe?

Como muitos por aqui sabem, este ano letivo que passou foi o meu primeiro ano como estudante universitária. Foram muitas as experiências, as amizades feitas, as descobertas acerca de quem sou e de como consigo viver longe de tudo o que me é confortável.

Digo-vos desde já que só fui ao primeiro dia de praxe, por opção minha, e tudo o que acabei por saber da praxe do meu curso era o que os meus colegas comentavam comigo, visto que no meu grupo de amigas da faculdade umas fazem parte da praxe, outras não.

Quando começaram as aulas eu já tinha quase a certeza de que não ia participar. Não foi algo decidido sem noção da realidade, até porque vivo numa cidade académica, em que a praxe é realmente vivida, bem mais do que em Lisboa. O que fiz foi analisar aquilo a que estava disposta a passar e comparar com o que já tinha observado, percebendo que aquilo não era de facto algo que me aliciava.

Contudo, decidi que mais valia ir e se realmente não me identificasse vinha embora, ninguém tinha nada a ver com isso. Confirmei que realmente não era algo que fosse de acordo com aquilo que eu considero "integração"... Destesto que gritem comigo, preciso de olhar nos olhos das pessoas para comunicar, andar suja para mim é o inferno e não acho piada nenhuma ao traje.

Se sou anti-praxe? Não. Concordo com o facto de existir essa tradição, até porque nos dias que correm só lá se mete quem quer e cada um é livre de decidir por si. Todos somos diferentes, e se eu não gostei, não vou mais, mas se há quem goste tem todo o direito de participar e de aproveitar ao máximo tudo o que a praxe lhe proporciona. Compreendo perfeitamente quem pretende levar esta tradição consigo, simplesmente não quero ser uma dessas pessoas.

Apesar de não ter sido "caloira" nunca me senti excluída por não participar, quando disse que não iria mais vieram tentar perceber o que se passava comigo e eu simplesmente disse que não me identificava. Sempre fui super bem tratada, e ao contrário do que muitos pensam, todos os alunos do primeiro ano têm acesso aos materiais de estudo, não é necessário ter-se padrinho/madrinha. Sempre tive livros por onde estudar, relatórios como base e sebentas de anos anteriores.

A quem vai entrar na universidade este ano deixo-vos o conselho de arriscarem. Não só em relação às praxes, mas a tudo um pouco. Sairem da vossa zona de conforto nem sempre é algo mau. No entanto, nunca façam algo que não querem só para ter amigos, apontamentos ou o que quer que seja. Até pode levar um bocadinho mais tempo, mas vão acabar por encontrar o vosso grupo, um lugar onde se encaixam.

Em relação à minha mudança de curso... Ainda nem pensei muito bem se vou ou não participar na praxe, mas depois de tudo o que senti e pensei ao longo do ano que passou, estou muito tentada a nem ir ao primeiro dia... Depois de ver como tudo funciona decido se vou, ou não.

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