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Em Busca de Um Sentido

Para que serve uma família?

Fevereiro 13, 2019

Hoje acompanhei uma das minhas avós a fazer um exame que exigia que fosse acompanhada por alguém de confiança... Aproveitei que estava em casa esta semana e acabei por passar a manhã em que ela estava na cidade com ela.

 

Acompanhei-a até à enfermeira que a ia levar para a realização do exame e a senhora perguntou se eu era neta, respondeu-me que era muito bonito o que estava a fazer e a deu-me os parabéns.

 

A questão é a seguinte: eu tenho consciência que a relação que a minha família tem entre si é bonita e tudo mais, mas faz sentido darem-nos os parabéns? Na minha cabeça não faz.

 

Uma família serve mesmo para se cuidar e amar e, devido a tudo o que já passei, cada vez mais digo que família é quem trata bem de nós e se preocupa incondicionalmente.

 

Percebi que a enfermeira não o disse com má intenção... O que me preocupa é pensar que se ela o disse é porque eu sou a exceção, e devia ser a regra. Os idosos deviam ser acompanhados no seu dia a dia, seja por netos, filhos, sobrinhos... Cuidaram de nós uma vida inteira e agora é a nossa vez de cuidar deles e de fazer com que se sintam protegidos e mimados...

Roma, eu sou assim...

Fevereiro 09, 2019

Há uma semana estava a entrar num bar, em Roma, sem saber que ia passar a noite toda a falar com pessoas que possivelmente nunca mais vou ver, mas que me permitiram ver Roma para lá das filas de turistas apressados.

 

Estive em Roma três dias, com duas amigas, e na madrugada de sábado para domingo tivemos a oportunidade de ter dois italianos a mostrar-nos pontos históricos da cidade enquanto explicavam a sua história. 

 

Vimos imensos monumentos e os assuntos das conversas foram vários, desde a política dos nossos países, à religião, e até sobre as mulheres terem sido privadas de fazer parte do exército durante muito tempo.

 

Toda a minha estadia foi maravilhosa, embora andasse a dormir três ou quatro horas de cada vez... No entanto, para mim, o momento mais marcante foi quando olhei para as minhas amigas a atirar uma moeda para a Fonte de Trevi e decidi replicar o gesto.

 

Não sei explicar o que senti em concreto. Foi um misto de felicidade com orgulho e gratidão. E enquanto fechava os olhos e me foquei no desejo, emocionei-me com todos os sentimentos bons que se apoderaram de mim. Foi quando eu percebi onde estava e que fui eu que me permiti estar ali.

 

Pedi desculpa. E pelo meio uma delas olhou para mim e disse "Tatiana, tu és uma pessoa mais emocional do que a maioria, está na hora de aceitares. Não tem mal seres assim, até é querido". E aí, na minha cabeça soou "Sim, tenho que me aceitar. Eu sou assim." 

Noite Mágica

Janeiro 24, 2019

Ontem fui ver o concerto do duo Anavitória. Foi uma decisão que demorou a tomar, porque fui adiando sempre a compra do bilhete, até que uma amiga minha que tinha comprado um, acabou por não conseguir ir e eu comprei-lho.

 

Sei que vou chegar ao fim do ano e dizer que este foi um dos melhores momentos do meu ano. Conheço o trabalho delas desde o início dos inícios, quando em Portugal ainda não passavam na rádio... Penso que ainda nem tinham lançado o primeiro álbum quando me apaixonei pela forma como as vozes delas casam.

 

Todos os meses, sem exceção, volto a ouvir os álbuns. Aquece-me o coração. Inspira-me. Sejam as letras, ou as melodias, há algo na música delas que me agarra e não me deixa parar de ouvir. Depois de descobrir a música quis saber mais sobre elas, as suas lutas e tudo o que viesse por acrescento. Criei uma imagem que tinha como inspiração: uma fé infinita nas pessoas e no facto de o amor ser a cura de todos os problemas. Nem falo de um amor romântico, mas sim amor pela vida, pelo mundo, por nós...

 

Confesso que tinha medo de me desiludir com o concerto. De chegar lá e ser apenas música, sem sentimento... Mas superaram tanto as minhas expectativas.

 

Assim que o concerto começou a torneira abriu e comecei a chorar. Não, não sou uma fã fanática. Mas as vozes, a melodia, o sentimento, as luzes, a paz que senti... Emocionei-me. E foi algo praticamente incontrolável, embora tenha aguentado... Até que a meio começaram a tocar só um piano, enquanto cantavam... Sim, voltei a chorar.

 

Foi maravilhoso. Foi lindo. Foi curto demais. Ficava ali pelo menos mais uma hora. Foi mesmo um momento bonito, tanto pela forma como elas interpretaram as canções, como por toda a energia que transmitem.

 

Se ainda não as conhecem, ou se só conhecem porque são as "meninas que cantam com o Diogo Piçarra", façam o favor de conhecer o trabalho delas!

Má gestão do tempo...

Janeiro 18, 2019

Vim a descobrir-me mais artística do que achei que seria e ao mesmo tempo que isso me dá uma força e magia diferente, a falta desse meu lado mais sensível às artes na minha rotina deixa-me melancólica.

 

O meu dia perfeito envolve um bocadinho de ciências (por alguma razão estudo numa faculdade de ciências), mas também tem que ter muito de música, livros, frases, pintura, fotografia, escrita... Mas os dias não têm todas as horas que eu gostaria que tivessem, pelo menos por agora, e acabo por deixar algumas coisas de parte.

 

Estou numa fase em que a universidade não me está a cativar tanto assim. Adoro aprender, e saber mais sobre todas as áreas que estudo, mas esta rotina de estudar tudo o que conseguir para depois ir despejar conhecimento num exame que dita o destino daquela cadeira, deixa-me nervosa e sem vontade de viver o que está para além disso. 

 

Sei que é um mal necessário para poder trabalhar na área que quero, para alcançar os objetivos que vou traçando para a minha vida, mas quando começa a interferir com a minha sanidade mental, preocupa-me. 

 

O pior é que está a interferir por falta de gestão de tempo. Eu ainda não consegui alcançar o equilíbrio entre tudo o que gosto de fazer, procastino imenso, durmo pouco e neste momento nem a alimentação está a ser a melhor. Depois o corpo sente-se e durmo doze horas de uma vez, troco os dias pelas noites e o ciclo de me sentir desmotivada mantém-se.

 

Não foi uma semana fácil. Mas está na hora de meter o ponto final neste ciclo de pouca vontade e poucos sorrisos. Está na altura de voltar a encontrar a paz que preciso para seguir com calma e força.

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