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Em Busca de Um Sentido

Sab | 07.03.15

Mãe, minha mãe...

 
em busca de um sentido
 
Hoje venho escrever para uma pessoa. Essa pessoa não é uma pessoa qualquer, é uma das pessoas que eu mais admiro. Posso mesmo afirmar que é a pessoa que mais amo. Soa cliché, mas é a verdade. Amanhã é o dia das mulheres e depois, no dia 9, a minha referência do que é ser mulher faz anos, por isso achei que seria uma boa ideia que o meu post fosse sobre ela. Quem nos conhece, por esta altura já sabe quem é essa pessoa... Sim, eu venho falar da minha mãe, e em especial para ela.

Tu viste-me crescer, viste-me tornar a pessoa que sou. Sei o quão foi difícil este meu atribulado crescimento, e se me custou mil a mim, a ti custou cem mil.

Muitas vezes me agarras, abraças e dizes "filha, eu aprendo tanto contigo", e após permanecer tantas vezes calada por detrás do sorriso que te mostro, eu hoje venho dizer-te que não, tu não aprendes assim tanto comigo. Sabes porquê? Porque aquilo que dizes aprender, foste tu que me ensinaste. Foi a observar-te, a admirar-te, que cresci e aprendi a ter a garra que tenho hoje, a vontade de viver tudo, a maneira positiva de agarrar as dificuldades e chutá-las para longe de mim. Sabes que tenho razão. Ainda há bem pouco tempo me disseste que comigo aprendeste a sorrir a toda a hora, a enfrentar os problemas já a pensar na solução. Mas como aprendeste comigo, se foste tu a ensinar-me? Não se ensina apenas a falar. E tu ensinas-me no silêncio dos dias que passam, quando és o centro das minhas atenções e estás abstraída demais para perceberes que eu apreendo cada passo que dás, cada luta que ganhas, cada sorriso que surge em ti.

Sei que olhas para mim e sentes um orgulho imenso, mas maior orgulho sinto eu por ti, pela mulher que és, pelo magnífico ser humano que és, pela tua bondade que ainda não move montanhas, mas acredito que um dia vai mover.

Eu ainda sou aquela menina de 5 anos, sabes? Aquela que se agarra a ti com tanta força que te esmaga, aquela de quem tu tens saudades. Peço-te que não tenhas, porque essa menina, esse doce pedaço do que eu fui escondeu-se debaixo do que cresceu, porque acha que não tem idade para lamechismo, porque se acha fraca por ainda ter necessidade de te agarrar para não lhe fugires, para parares de te preocupar com tudo o que se passa à tua volta e perceberes que ela está aqui e não aguenta nem um segundo do teu sofrimento, porque te ama demais.

Eu sei o quão difícil sou, mas sei melhor ainda que, faça as parvoíces que fizer, vais ser sempre aquela pessoa que após a tempestade vem arrumar-me o cabelo, dar-me mil beijos e prometer que nunca me vai deixar ficar sozinha. Sabes que essa é uma das poucas promessas em que ainda acredito? Porque tu és doce, tão doce, e amas-me tanto, mas tanto, que eu sei que eras incapaz de me deixar afogar no mar que fica após a tempestade.

Podia continuar aqui a escrever-te, a dizer-te mil e uma coisas, a lembrar-te do quanto te admiro, do tanto que te quero bem. Mas, mãe... Tu sabes que te amo, não sabes? Apesar de não to dizer todas as vezes que mereces, tu sabes que nunca te vou deixar, não sabes?

Eu amo-te mãe, vou estar sempre aqui.
 

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