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Em Busca de Um Sentido

Ter | 15.08.17

Andorinha...

Por vezes via-me como uma borboleta: livre, cheia de cor, sempre em mudança, mas sempre bela. Houve alguém que escrevia para uma e nessa altura lembro-me de sentir que aquelas palavras assentavam em mim como se me lessem a alma. Aquecia-me de tal forma que sempre esperei ler mais, sempre quis que aquelas palavras fossem para mim, mesmo sem haver essa possibilidade. No entanto, sentia-me a borboleta que vai e voa sem destino certo, apenas voa.

 

Mais recentemente, descobri-me uma andorinha. Não só por ser o nome carinhoso pelo qual a minha avó me chama, mas porque sei que deixei de voar sem destino. Tenho sempre um fim para cada pequena atitude, mesmo que só o perceba alguns momentos depois. Procuro o calor como quem procura ar para respirar, mas claro que este calor é apenas figurativo, porque nada arranca de mim o amor que tenho pelo inverno e pelas roupas de malha que se acumulam no meu guarda-fato. Voo em busca de um sentido para a mulher que serei, voo em busca de um caminho certo, mas o destino é sempre os braços de quem me é querido.

 

Voo, voo sempre, mas voo num ciclo que tem sempre como princípio e fim o calor que preenche um coração pequenino, mas com uma necessidade infinitamente maior que ele. E assim sei que sou uma andorinha feliz.

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